
“Eu vivo aqui, eu sinto as dores do nosso povo, eu vivo a realidade do nosso povo, e é isso que eu quero levar, defender lá em Brasília.” Foi com essa frase que a deputada estadual Luciana Rafagnin (PT) resumiu o espírito de sua candidatura à Câmara Federal, na entrevista que encerrou a série especial da Rádio Onda Sul com os candidatos de Francisco Beltrão.
Com uma trajetória marcada pela pauta da saúde, Luciana lembrou que foi autora da lei que criou o Hospital Regional do Sudoeste, hoje com 16 anos de atuação e responsável, entre outras frentes, pelo atendimento a gestações de alto risco e a vítimas de trauma.
“A gente sempre teve a saúde como pauta, como uma das pautas prioritárias do nosso mandato”, afirmou, destacando parcerias com a Itaipu que já renderam à região um aparelho de PET-Scan para o Hospital do Câncer – Associação Deus Menino e placas solares para o Hospital Intermunicipal. Ela revelou ainda que já está em negociação com o Ministério da Saúde um acelerador linear para radioterapia, capaz de multiplicar por mais de três vezes o número de pacientes atendidos por dia no Hospital do Câncer – Associação Deus Menino.
Na educação, a candidata defendeu investimento em toda a trajetória escolar e valorização de quem está em sala de aula. “Significa ouvir o profissional, cuidar da saúde mental desse profissional, ele ter um salário digno”, resumiu, citando sua atuação pela manutenção das escolas do campo e pelo fortalecimento de instituições como a UTFPR e a Universidade Federal da Fronteira Sul.
O tema das estradas rurais trouxe à tona lembranças de infância. “Eu lembro que, para chegar na escola, você tinha que muitas vezes ir descalço e colocar o calçado só quando chegava lá, porque as estradas não tinham cascalho”, contou, ao defender um estudo aprofundado para resolver de vez a questão, essencial para o escoamento da produção agrícola da região Sudoeste. Ela citou como exemplos recentes o asfaltamento no assentamento Missões e obras de calçamento viabilizadas com apoio da Itaipu e da bancada federal.
Sobre energia e saneamento, Luciana foi direta ao tratar da privatização da Copel, à qual diz ter se oposto desde o início. “A Copel foi privatizada por mais de 3,1 bilhões, e desse período até agora já deu um lucro de 5,8 bilhões de reais”, comparou, defendendo que esse recurso antes voltava para investimentos do Estado em saúde, educação e segurança. Citou ainda um projeto em tramitação na Assembleia Legislativa que obrigaria as concessionárias a fornecer geradores a produtores rurais durante quedas de energia.
Ao se despedir dos ouvintes, a candidata reforçou a ausência de um representante de Francisco Beltrão na Câmara Federal há anos e prometeu um mandato construído com participação popular. “Eu não quero que as emendas sejam uma coisa da cabeça da deputada Luciana, eu quero vir discutir, ouvir a nossa sociedade, ouvir as organizações, e levar as demandas apresentadas”, declarou.