Os dois órgãos estão dispostos a manter estrutura funcionando para atender as demandas regionais. Além da Base Avançada de Pesquisa (BAP) do Ibama em Beltrão, devem ser transferidas também as unidades de Paranavaí e Loanda.

Curitiba, PR (05/05/2010) – A deputada estadual Luciana Rafagnin (PT) e o vice-prefeito de Francisco Beltrão, Antônio Carlos Bonetti (PP), se reuniram na manhã desta quarta-feira com os superintendentes no Paraná do Ibama, Hélio Sydol, e do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), José Wigineski, para tratar do futuro da Base Avançada de Pesquisa (BAP) do órgão ambiental instalada em Francisco Beltrão. A administração municipal tem planos de construir um parque ambiental na área em torno da unidade, que fica no bairro Cidade Norte, para desenvolver ali atividades de lazer e trabalhos educativos em parceria com o organismo federal e com as universidades da região.

Hélio Sydol foi taxativo em dizer que não existe qualquer intenção por parte do Ibama em manter as BAPs de Francisco Beltrão, Paranavaí e Loanda, uma vez que elas não estão mais consonantes com as finalidades do órgão nas áreas de licenciamento e fiscalização. Mas anunciou que já vem discutindo há algum tempo com o Ministério da Pesca e Aquicultura a transferência ou cessão dessas estruturas e dos recursos humanos envolvidos para o organismo federal. “Temos, sim, de manter a unidade funcionando e não desativá-la, pois presta serviço importante à comunidade. No caso de Beltrão, o trabalho nos 13 tanques de psicultura cabe direitinho dentro dos objetivos de atuação do ministério e só está funcionando hoje por mérito do profissional que lá se encontra e das parcerias celebradas”, disse Sydol. Em todo o Brasil, o Ibama negocia com o ministério a transferência ou cessão de mais de 60 bases avançadas de pesquisa.

José Wigineski concorda com a solução para o problema e reforça o interesse do ministério na estrutura de Francisco Beltrão. Ele afirma que a unidade “servirá de suporte importante para a cadeia produtiva de pescados na região Sudoeste”. A região, marcada pela forte presença de minifúndios familiares, possui grande potencial para a psicultura se tornar mais uma alternativa de renda. O grande número de lagos formados pelos reservatórios das hidrelétricas, os rios que cortam o Sudoeste e os açudes das propriedades rurais propiciam a continuidade dos trabalhos da unidade. “Queremos resolver isso o mais rápido possível. Vai depender das parcerias que conseguiremos celebrar para desenvolver o trabalho nessas BAPs, mas acredito que dentro de dois meses teremos uma definição sobre o assunto”, completou Wigineski.

Jornalista: Thea Tavares (MTb 3207/PR)

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