Deputados, técnicos e representantes de organizações sociais, sindicatos e cooperativas da agricultura familiar estiveram reunidos nesta segunda-feira na Assembléia Legislativa do Estado para traçar as estratégias de fortalecimento

Curitiba, PR (06/11/2006) – Deputados, técnicos e representantes de organizações sociais, sindicatos e cooperativas da agricultura familiar estiveram reunidos nesta segunda-feira na Assembléia Legislativa do Estado para traçar as estratégias de fortalecimento deste seguimento no Paraná e no Brasil. O grupo pretende que a agricultura familiar, setor que representa cerca de um milhão de famílias e aproximadamente 300 mil estabelecimentos rurais paranaenses, ganhe uma atenção ainda maior dos governos Lula e Requião nos próximos mandatos. Para tanto, eles desenharam algumas propostas de ampliação dos programas do governo federal no Paraná e, também, debateram sugestões de políticas públicas estaduais para viabilizar a agricultura familiar. Estas propostas já foram apresentadas ao então candidato a governador, Roberto Requião, em reunião no mês de outubro, antes do segundo turno das eleições. Entre os parlamentares que compõem o coletivo da Agricultura Familiar estão os petistas Assis Miguel do Couto (federal), Luciana Rafagnin, Elton Welter e Pedro Ivo Ilkiv (estaduais).

Dois modelos – Analisando os resultados das eleições no estado, as lideranças da agricultura familiar concluíram que os pequenos municípios e a população rural contribuíram significativamente para as vitórias de Lula e Requião, uma vez que a disputa foi polarizada em torno de dois projetos distintos; opostos: de um lado o modelo do agronegócio e da monocultura de grãos, muito dependente do sobe-e-desce dos preços das commodities no mercado internacional, e, de outro, o da sustentabilidade sócio-econômica e ambiental da agricultura familiar, com diversificação de produtos, renda e pautado na qualidade de vida da população mais necessitada, em especial a dos pequenos municípios. Isso foi apontado como uma evidência tanto na disputa pela Presidência da República, quanto para o governo do Paraná. As organizações sociais defendem que a agricultura familiar desempenhará um papel fundamental nos próximos quatro anos para a consolidação do projeto popular de desenvolvimento. A intenção do setor é manter esse coletivo discutindo permanentemente as ações da agricultura familiar nos municípios, nos espaços das políticas e dos conselhos públicos, além de acompanhar e avaliar o desempenho dos governos estadual e federal nessa área.

Governo Requião – O coletivo da agricultura familiar pretende conversar com o governador reeleito, Roberto Requião, nos próximos dias. Ele pretende ainda dar sustentação às ações do governo estadual para a agricultura familiar, caso o governador reafirme os compromissos assumidos com o setor antes das eleições. Assim como também pretende fortalecer e contribuir na agilidade dos programas sociais do governo federal no Paraná. Na próxima segunda-feira (13/11), o grupo de lideranças da agricultura familiar voltará a se reunir em Curitiba. Dentre estas, representantes do movimento sindical (Fetaep, Fetraf-Sul/CUT e sindicatos), das cooperativas de crédito solidário (Cresol), da Unicafes-PR, da Fepar, da Arcafar-Sul (Casas Familiares Rurais), das ONG’s (Deser e Rureco) e de organizações sociais dos territórios do Vale do Ribeira, Sudoeste, da Cantuquiriguaçu e o Paraná Centro.

Jornalista: Thea Tavares (MTb 3207-PR) – (41) 9658-7588.

Contatos:

– Deputado Federal Assis do Couto: (46) 9107-0468; – Deputada Luciana – (41) 3350-4087 / (41) 3350-4249 em Curitiba ou (46) 3524-0939 em Francisco Beltrão; – Deputado Elton Welter – (41) 3350-4039 / (41) 3350-4239; – Deputado Pedro Ivo – (41) 3350-4186 / (41) 3350-4052.

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Comentários:

1. “A defesa e promoção da agricultura familiar são tarefas nobres a que devem se dedicar os nossos governos federal e estadual. Por isso, é de grande valor o trabalho que a deputada Luciana vem apresentando na organização e representação dos interesses desse setor. Fico feliz, portanto, que a deputada tenha sido reeleita para um novo mandato. O fortalecimento da agricultura familiar é, sem dúvida, um caminho simples, viável e de grande impacto para ajustar a economia e promover a inclusão social. Nesse sentido, gostaria de salientar alguns pontos que considero de grande importância para o desenvolvimento desse setor (alguns até muito óbvios): – Orientação: Fortalecimento de órgãos de pesquisa e assistência técnica rural (Iapar e Emater) para aprimorar conhecimentos e difundi-los gratuitamente aos agricultores. Esses órgãos devem ser restruturados para que suas atuações sejam mais efetivas, principalmente com a abertura de concursos públicos para renovar o quadro. – Cooperação: O Estado e o governo federal devem agir para incentivar e promover ativamente o cooperativismo como forma de tornar a pequena agricultura mais rentável. Isso significa disponibilizar recursos e pessoal para induzir a formação de cooperativas. Essas, a partir de um estudo de vocações regionais e viabilidade comercial, devem atuar sobre toda a cadeia econômica, isto é, devem cortar intermediários para aquisição ou produção de insumos, beneficiamento da produção, transporte, comercialização e, finalmente, industrialização. Tudo isso, é claro, depende de orientação, planejamento e recursos – aí está o papel dos governos. – Infra-estrutura de serviços públicos: Uma das coisas que causam desalento ao pequeno agricultor é a carência de serviços públicos. Durante anos da gestão Lerner vimos escolas rurais sendo fechadas. Esse processo deve ser revertido. Para que os jovens permaneçam no campo, devem ter condições de acesso a serviços básicos como educação, profissionalização, saúde, transporte (boas estradas rurais), cultura, lazer, etc. – Formação profissional: A abertura de centros de educação técnica e superior em cidades pólo (como defendeu o presidente Lula em sua campanha) também é de fundamental importância para a preparação de novos profissionais do campo, principalmente os jovens. É muito importante que a escolha desses cursos observem a vocação econômica da região, de forma a induzir o desenvolvimento. Assim, para a pequena agricultura, são muito importantes cursos relacionados à área, como agronomia, economia, veterinária, engenharia de alimentos, biologia, etc.

Tenho certeza que o fortalecimento e crescimento da agricultura familiar podem, se feitos de forma vigorosa e integrada com outras políticas, reestruturar a economia nacional e promover a inclusão social desde a base. O Estado do Paraná, especificamente, é um excelente campo de provas.

Por fim, quero felicitá-los, Luciana Rafagnin, Assis do Couto, Elton Welter e Pedro Ivo pela conquista de um novo mandato”.

André de Souza Vieira (andre.s.vieira@bol.com.br) Analista de Sistemas Curitiba-PR

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