Pró-universidade

Curitiba, PR (13/11/2007) – “À medida em que o projeto da nova universidade federal vai ganhando corpo, as pessoas se convencem, passam a acreditar e o movimento fica mais forte”. É o que diz o educador popular Jaci Poli, da Assesoar, que participa do Grupo de Trabalho (GT) do MEC sobre a criação de uma nova universidade federal na mesorregião da Grande Fronteira do Mercosul, com previsão de campus nos estados do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. No dia 20 de novembro (terça-feira), em Francisco Beltrão, diversas entidades do Sudoeste do Paraná farão uma mobilização em torno dessa luta. O objetivo da atividade no Sudoeste é recuperar a história desse movimento Pró-Universidade Pública e Popular, debater sobre as perspectivas e os desafios do movimento na região, definir critérios para a escolha dos locais de instalação de campus, dos cursos da instituição e do perfil da nova universidade. No dia 23 de novembro, em Santa Maria, RS, o GT do MEC voltará a se reunir para apontar as primeiras definições sobre a universidade federal da mesorregião da Grande Fronteira do Mercosul. 

Tramitação da matéria A partir da discussão do GT em Santa Maria, ainda acontecerão reuniões desse grupo nos meses de dezembro e janeiro para “bater martelo” sobre o desenho da universidade. O prazo para protocolar junto ao ministério o resultado de toda a discussão encerra-se no dia 31 de janeiro de 2008. O MEC deverá encaminhar o projeto da universidade para o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e, de lá, para a Casa Civil da Presidência da República, onde a proposta colherá a assinatura do presidente Lula. Com isso, Lula deverá despachar o projeto de criação da nova universidade federal ao Congresso Nacional. Jaci Poli lembra que dentro de toda essa seqüência de debates populares e de construção da proposta da nova universidade federal a preocupação mais importante é justamente a de que a instituição superior de ensino cumpra a tarefa e encare como missão prioritária a inclusão social para um desenvolvimento regional mais justo e solidário. “Não se trata só de discutir o acesso à universidade, mas a gestão democrática dessa instituição também”, afirma. “Para o acesso, já se pensa na realização, inclusive, de um seminário que trate especificamente do processo do vestibular e das cotas a serem instituídas”, diz. As universidade federais adotam, atualmente, cotas para o ingresso de estudantes afro-descendentes e de egressos das escolas públicas. O movimento pró-universidade tem discutido, além dessas, o ingresso na instituição considerando a renda da família e a origem na agricultura familiar ou na agricultura camponesa. O movimento Pró-Universidade Pública e Popular no Sudoeste do Paraná é coordenado pela Fetraf-Sul/CUT e pela Acesi/Núcleo Sindical. Também organizam a mobilização do dia 20 de novembro em Francisco Beltrão a Via Campesina, a AMSOP, ACAMSOP 13 e 14, o Fórum da Mesorregião da Grande Fronteira do Mercosul, o Grupo Gestor do Território do Sudoeste do Paraná, a Cacispar e a Assesoar. A mobilização conta com apoio dos mandatos parlamentares da deputada estadual Luciana Rafagnin e do deputado federal Assis Miguel do Couto.

Jornalista: Thea Tavares (MTb 3207-PR)

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