O sistema que facilita a comercialização dos produtores dos agricultores familiares é financiado pelo Ministério do Desenvolvimento Social. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome está financiando um sistema de informações que facilita a comercialização dos produtos dos agricultores familiares. O Sistema de Informação e Promoção de Produtos e Serviços da Agricultura Familiar (Sispaf) foi criado em 2003 e é resultado de uma parceria entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o ministério.
De acordo com o gestor do convênio, Otávio Balsadi, as unidades de pesquisa da Embrapa participam do projeto de diversas maneiras. “O foco principal está voltado para a transferência de tecnologia e apoio aos agricultores familiares, principalmente na região do semi-árido nordestino”.
Coordenado pela Embrapa Meio-Norte, o Sispaf foi colocado em prática no primeiro semestre deste ano pelo governo do Piauí, Estado sob administração petista do governador Wellington Dias. “O governo do Estado deu uma utilização prática ao projeto. Facilita a política de compra”, diz Balsadi.
Segundo ele, os resultados são positivos porque os agricultores têm a possibilidade de comercializar seus produtos de forma mais lucrativa. “O sistema dá um suporte maior para viabilizar a comercialização dos produtos. Permite que eles sejam oferecidos a um número maior de possíveis compradores.”
Para Balsadi, o sistema tenta diminuir a atuação dos atravessadores. “O agricultor terá lucro maior sem a presença da figura do atravessador, que fica com parte do lucro”. Além disso, incentiva a organização dos agricultores. “Eles precisam ter uma visão de planejamento e de diversificação de compradores e de produção. Assim, podem até caminhar para uma associação de produtores, uma cooperativa. Teriam mais possibilidades de ofertar uma quantidade maior de alimento.”
O ministério também quer que o Sispaf funcione como um instrumento para as políticas estruturais do programa Fome Zero. “Esse sistema traz princípios que são importantes na utilização de políticas de geração de emprego, renda e melhoria do acesso à alimentação”. De acordo com Balsadi, o alimento comprado dos agricultores familiares é utilizado na merenda escolar ou repassado a entidades assistenciais.
De acordo com a Embrapa Meio-Norte, os estados de Santa Catarina, Pernambuco e Ceará manifestaram interesse em implementar o sistema. (AB)