
No Dia Mundial de Combate ao Câncer, 8 de abril, reforço meu compromisso por políticas públicas de prevenção e combate da doença e por uma saúde pública de qualidade e acessível para todos os paranaenses.
Uma das preocupações que sempre tive ao longo desse anos como deputada estadual é com a quantidade de agrotóxico ingerido pela população através dos alimentos e da água contaminada. A gente sabe que esse envenenamento a longo prazo resulta em problemas graves de saúde, principalmente o câncer. Tanto de quem trabalha e manipula diretamente o veneno no campo quanto de quem consome a água e os alimentos envenenados.
No Sudoeste do Paraná, especialmente as lavouras de soja, milho e trigo, consomem ano a ano mais de 9 mil toneladas de agrotóxicos.
Pesquisas realizadas pelo Hospital do Câncer de Francisco Beltrão (Ceonc), em parceria com universidades e com o Instituto Nacional do Câncer (INCA) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), demonstraram que 1 em cada 3 agricultoras sudoestinas tem chance de desenvolver tipos mais agressivos de câncer de mama por causa da exposição aos agrotóxicos no trabalho da lavoura.
Estudo liderado pela bioquímica e professora da Unioeste, campus Francisco Beltrão, Carolina Panis, apontou que os 27 municípios da 8ª Regional de Saúde do Paraná têm 41,4% mais casos de câncer de mama que o restante do País e, por esse motivo, apresentam também uma mortalidade 14% maior que a nacional e 17% acima da taxa de mortalidade por câncer de mama do Paraná.
A exposição das nossas agricultoras aos pesticidas, fungicidas e herbicidas usados nas plantações é a principal causa delas terem 32% mais chance de desenvolverem câncer de mama que mulheres que não trabalham na roça e nem manipulam ou têm contato direto com esses venenos. A
Essa situação me preocupa muito e por isso, propus diversos projetos para a criação de leis que resultem na redução do uso de agrotóxicos, que incentivem, valorizem e apoiem os agricultores a saírem da produção convencional e para que invistam e se dediquem à produção de alimentos orgânicos, agroecológicos, livres de veneno.
Uma das minhas ideias foi a iniciativa de criar uma lei para garantir a merenda escolar 100% orgânica nas mais de 2 mil escolas da rede pública estadual do Paraná. Isso é para acontecer, de forma gradativa, até o ano de 2030.
Equipamento – Também destaco a boa notícia que tivemos no início do ano, com os recursos liberados para a compra de um Pet-Scan para o Ceonc. Equipamento tão importante para atender pacientes da região Sudoeste do Paraná e de parte de Santa Catarina. São 8,1 milhões, vindos da parceria com a Itaipu, que já foram utilizados na aquisição do aparelho. Essa verba é fruto da união de forças da minha legislatura com a deputada federal Gleisi Hoffmann(PT).O hospital já fez a encomenda do PET Scan à empresa norte-americana GE Healthcare, sendo que a entrega pode levar de 6 a 9 meses.
Continuarei lutando para que mais mulheres tenham acesso a exames de mamografia, para que os homem se conscientizem e façam exames de prevenção, e para que todos tenham uma alimentação livre de veneno!