Uma sessão solene promovida pela Assembleia Legislativa celebrou nesta quarta-feira,29 o cinquentenário da Itaipu Binacional, uma das maiores geradoras de energia do mundo. Na ocasião reencontrei meu amigo, o diretor-geral brasileiro da Usina, Enio Verri (foto). Ele é responsável pelo Programa Mais que Energia, que atende os 399 municípios no Paraná, além de 35 no Mato Grosso do Sul, com investimento médio de R$ 2 milhões por município. Durante a solenidade foi lançado um um selo comemorativo pelos Correios.

A comemoração dos 50 anos da Itaipu neste ano coincide com um marco histórico para a empresa: a produção de três bilhões de megawatts-hora (MWh) acumulados desde o início da operação, há 40 anos. O volume elevado de energia possibilitaria abastecer o planeta inteiro por mais de 43 dias. Nenhuma outra usina no mundo gerou tanta energia.

Em 2023, a empresa concluiu o pagamento da dívida para a construção da usina e comemorou os 50 anos da assinatura do Tratado de Itaipu, instrumento legal que autorizou o aproveitamento hidrelétrico por Brasil e Paraguai.

Em seu discurso, Enio Verri destacou que o Paraguai e o Brasil, há 50 anos compartilham experiências, constroem uma empresa bem sucedida, contribuindo para o desenvolvimento de dois países tão distintos, olhando para o futuro.

O diretor-geral paraguaio Justo Zacarías Irún também evocou a importância da parceria entre os países e citou a Itaipu como um marco da engenharia, considerada também uma obra de diplomacia entre Brasil e Paraguai, impactando a geografia física e humana transformando a região.

Um acordo memorável em que brasileiros e paraguaios concordaram em administrar juntos uma parte da fronteira, de sua natureza e o produto da força das águas: a energia elétrica”, como define um documentário da empresa sobre o cinquentenário.


História

No dia 17 de maio de 1974, os governos do Brasil e do Paraguai assinaram o documento que criava a binacional Itaipu. A entidade foi responsável pelas obras de construção da usina hidrelétrica de Itaipu e, depois, por comercializar nos dois países a energia gerada. No auge da construção, a operação chegou a abrigar cerca de 40 mil trabalhadores. As obras da barragem terminaram em outubro de 1982. A geração de energia começou em 5 de maio de 1984.

Após o início de funcionamento em 1984, dezoito unidades geradoras foram instaladas no espaço de sete anos. Em maio de 2007, entraram em operação as duas últimas unidades geradoras do projeto. Com isso, a hidrelétrica passou a contar com 20 unidades geradoras e 14 mil MW de capacidade instalada.

Com a usina em operação, Itaipu alcançou marcas históricas, com uma sucessão quase ininterrupta de recordes de produção. Em 2016, chegou ao topo de sua geração, garantindo o recorde mundial anual histórico, com 103,1 milhões de megawatts-hora (MWh).

É um orgulho para o Paraná e o Brasil ter a maior usina hidrelétrica do mundo, graças à competência e compromisso dos, trabalhadores, técnicos,engenheiros e ambientalistas. A nova gestão reforçou as possibilidades de investimentos, sustentabilidade,tanto econômica, como ambiental e social apoiando municípios nas mais diversas áreas.

Parabéns a toda diretora da Itaipu: o diretor de Coordenação, Carlos Carboni, o superintendente de Responsabilidade Social, Eduardo Scirea, o diretor jurídico, Luiz Fernando Ferreira Delazari, o conselheiro Michele Caputo Neto, o diretor financeiro executivo, André Pipetone da Nobrega, à assessora do Diretor-Geral Brasileiro, Zuleide Maccari, e a todos os funcionários que exercem um trabalho tão importante nesta empresa de grande orgulho nacional.

Com o diretor de Coordenação,Carlos Carboni e o deputado estadual Dr. Antenor (PT).
Com a Superintendente do MDA no Paraná, Leila Klenk e o deputado estadual Arilson Chiorato (PT).
Selo comemorativo dos Correios pelos cinquentenário da Itaipu.
Sessão solene lotou o plenário da Assembleia Legislativa.