Você sabia que o seu CPF pode estar à venda?

Sim, isso mesmo! As suas informações pessoais e as de todos os paranaenses correm o risco de serem entregues a empresas privadas se a Celepar for vendida.

A Celepar é uma empresa pública essencial para a gestão de dados e tecnologia de todo o governo do Paraná. Ela desenvolve e mantém sistemas que usamos diariamente, como aplicativos para acessar multas e documentos do Detran, sistemas de agendamento de consultas e exames no SUS, controle de medicamentos e até o sistema que gerencia os processos judiciais do estado. A Celepar protege informações fundamentais para a segurança e privacidade de cada cidadão, incluindo o seu endereço, a escola dos seus filhos, dados sobre sua saúde, histórico de compras, dívidas e obrigações fiscais.

A venda da Celepar significa que essas informações – e também dados sigilosos que garantem a segurança de juízes, promotores e policiais – poderão ser controladas por interesses privados. Isso significa que esses dados, altamente valiosos, podem ser explorados economicamente, vendidos a terceiros, ou até ficarem mais vulneráveis a invasões e violações de privacidade, caso a empresa compradora não adote o mesmo nível de segurança e transparência que o estado garante.

Além disso, no mundo digital de hoje, o controle de dados pessoais representa um enorme poder econômico e político. Ao privatizar a Celepar, o estado perde a soberania sobre esses dados, e a população fica à mercê de interesses empresariais que podem não priorizar a proteção das suas informações pessoais.

O governador Ratinho Jr. já aprovou a venda de outros patrimônios do Paraná, como a Copel, a Compagás, a Ferroeste e parte da Sanepar. Agora, ele pretende vender também a Celepar, a única responsável pela gestão segura e soberana das informações públicas. E tudo isso está acontecendo sem consulta à população, sem que os cidadãos sejam ouvidos sobre o destino das suas próprias informações.

A privatização dos nossos dados representa não só uma ameaça à nossa privacidade, mas também um risco para a segurança do estado e para a autonomia do Paraná sobre o uso de informações públicas estratégicas. Precisamos defender a soberania digital do Paraná e exigir que uma decisão de tamanha importância tenha a participação ativa da sociedade.