O Paraná tem números alarmantes. Cerca de 50 mil mulheres já solicitaram medidas protetivas em 2024 por serem vítimas de seus parceiros. Mais do que isso, no ano passado, o estado contabilizou 70 mil casos de mulheres vítimas de violência. Dados que levaram a criação da lei 19.873/2019, que instituiu o Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, a ser realizado anualmente em 22 de julho. Nesta data ocorre a 3ª Caminhada do Meio-Dia contra o Feminicídio, promovida pela Secretaria de Estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi). 181 cidades do Paraná confirmaram participação na caminhada.

Para além da criação da data, a lei 22.471/2025, de autoria da deputada estadual Luciana Rafagnin (PT), institui a Política Estadual de Proteção e Atenção Integral aos Órfãos de Feminicídio. Para a parlamentar, além de buscar evitar os crimes, é fundamental dar assistências aos familiares, especialmente filhos, das vítimas de feminicídio.

“O 22 de julho é uma data que nos obriga a lembrar: enquanto houver silêncio diante da violência, seguiremos perdendo mulheres. Instituído no Paraná como Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, este dia não é de luto apenas, é de mobilização, memória e luta. Cada nome, cada história interrompida exige respostas do Estado, educação em gênero, proteção real e justiça. Não vamos desistir até que nenhuma mulher mais seja morta por ser mulher”, destaca Rafagnin. 

Segundo dados do Monitor de Feminicídios no Brasil (MFB), do Lesfem/UEL, apenas no primeiro trimestre de 2025 foram registrados 87 casos de feminicídio consumados ou tentados no Paraná, a maioria envolvendo vínculos íntimos entre vítima e agressor.

O Relatório Anual Socioeconômico da Mulher (Raseam) 2025 , lançado pelo Ministério das Mulheres, revela números alarmantes: em 2024, foram contabilizados 1.450 feminicídios e 2.485 homicídios dolosos de mulheres em todo o país, além de lesões corporais seguidas de morte.