A dona de casa Raquel Cristina Machado de Souza, moradora de Francisco Beltrão, é só alegria ao falar da reabilitação de sua filha Letícia ( foto), de 5 anos, que tem paralisia cerebral e agora consegue andar sem apoio pela casa.

” Antes a gente precisava colocar travesseiros em volta da Letícia para ela sentar, agora ela já consegue sustentar o corpo. De um ano para cá tudo melhorou. Agora ela se agarra na mesa e consegue andar sem apoio ate o sofá. Para mim não tem explicação o que sinto. E muito bom vê-la assim, se desenvolvendo!, conta emocionada.

Letícia é uma das alunas da Apae de Francisco Beltrão e fez o protocolo Pediasuit, tratamento voltado para pessoas com distúrbios neurológicos, como a paralisia cerebral, atraso do desenvolvimento, lesões traumáticas cerebrais, síndromes e outras condições que afetam as funções motoras e cognitivas. Desde 2017, 25 alunos já utilizaram esse método de reabilitação na Apae de Beltrão.

O Pediasuit é um tratamento intensivo, com duração de quatro semanas, com quatro horas diárias de exercícios associado ao uso de um macacão terapêutico ortopédico, que promove um ajuste biomecânico no paciente.

O método utiliza várias ferramentas, como a spider cage (também conhecida como gaiola), unidade de exercícios de habilidade e o Suit – uma vestimenta ortopédica macia e dinâmica, composta por chapéu, colete, calção, joelheiras e calçados adaptados que são interligados por tracionadores elásticos e emborrachados.

A terapia intensiva combinada com o protocolo PediaSuit proporciona evoluções mais rápidas que a terapia tradicional. Isso porque é composta por ciclos intensivos, em que o paciente faz até 4 horas de tratamento diariamente durante um mês.

Ilzemara Fischer de Miranda chora emocionada ao falar dos resultados alcançados pela filha Isabelly de 6 anos, com paralisia cerebral, depois de 30 dias de tratamento. ” A Isabelly( foto) era para estar vegetando, e hoje ela anda, ela saiu da fralda. Quem vê aquela criança de antes (do tratamento) não acredita.”

A fisioterapeuta Luiza Takayama Dalla Vechia explica que os pacientes são encaminhados por indicação médica principalmente de médico neurologista.

“Muitos pacientes, após o protocolo, apresentam melhorias significativas em seu desenvolvimento neuro motor”, explica.

A Apae de Francisco Beltrão foi fundada em 1976, atualmente atende 318 alunos, entres os matriculados e os atendidos pelo Sistema Único de Saúde – SUS.

A Apae é um lugar onde se encontra amor, acolhimento e aprendizado, partilhados entre voluntários, assistidos e funcionários. É uma instituição muito importante na vida das pessoas com um familiar com uma pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla e esse trabalho não pode parar.

Quero parabenizar os profissionais da Apae, entre eles Helena Zanquetim ( funcionária), Luiza Takayama Dalla Vechia ( fisioterapeuta) e Mari Stella Pilonetto (diretora) que trabalham com amor por essas crianças e fazem muita diferença na vida dessas famílias!

Contem com meu apoio sempre!