
A defesa dos direitos das mulheres e o enfrentamento à violência de gênero foram temas centrais no comício realizado neste sábado (12), em Curitiba, com a presença do candidato à reeleição à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Ao lado da candidata ao Senado pelo Paraná Gleisi Hoffmann, do candidato ao Senado Federal Dr. Rosinha e do candidato ao Governo do Paraná, Requião Filho, Lula destacou a necessidade de ampliar políticas públicas voltadas ao cuidado e à valorização de quem exerce, principalmente, esse trabalho dentro das famílias: as mulheres.
Em comum, os discursos apontaram para a necessidade de transformar a proteção e a valorização das mulheres em políticas permanentes, capazes de enfrentar não apenas as consequências da violência, mas também as desigualdades e comportamentos que a sustentam.
Em sua fala, Lula afirmou que o cuidado precisa ser tratado como uma responsabilidade social e não apenas como uma obrigação individual das mulheres. Segundo ele, é necessário criar uma política de cuidado que garanta dignidade tanto às pessoas que precisam de cuidados quanto àquelas que dedicam seu tempo a essa tarefa.
“A mulher cuida da criança, cuida do pai, cuida do marido. E o que ela está tendo de benefício por isso?”, questionou Lula ao defender uma política nacional de cuidado.
A proposta, segundo o candidato, além das mulheres, deve contemplar idosos, pessoas doentes e pessoas que vivem sozinhas, mas também reconhecer o trabalho de quem cuida. A ideia está relacionada à necessidade de enfrentar uma realidade em que as responsabilidades domésticas e familiares ainda recaem de maneira desproporcional sobre as mulheres.
Lula também relacionou o combate à violência contra as mulheres à educação e à mudança de comportamentos desde a infância. Para ele, meninos e meninas precisam ser educados com a compreensão de que homens e mulheres têm os mesmos direitos e capacidades.
“O feminicídio é uma coisa que todo homem tem que aprender. Respeite sua mulher com o mesmo respeito que você cuida da sua mãe, porque quem o pariu foi uma mulher. Nós fizemos o Pacto Nacional contra o feminicídio e avançamos com leis e ações concretas. Fizemos a nossa parte, mas quero dizer que nada disso melhora se não investirmos em educação,” disse Lula.

