Como líder do Bloco da Agricultura Familiar me reuni com a direção da Unicafes-Paraná para tratar dos impactos que a privatização das escolas estaduais causará no fornecimento de merenda escolar entregues pelos agricultores familiares.

A preocupação de todos nós é com as brechas na Lei 22.006/2024, que institui o programa Parceiro da Escola, sancionada na semana passada, e que não deixa claro como funcionará na prática a aquisição dos alimentos da merenda pela nova gestão que assumirá as escolas.

No texto da lei o fornecimento da merenda será feito pela Secretaria Estadual da Educação e a preferência não vai ser pela agricultura familiar. A preferência é o lucro.

Os agricultores também estão preocupados porque os contratos com a Fundepar que venceriam em agosto foram prorrogados até fevereiro do ano que vem.

Esse contrato encerra em fevereiro de 2025 quando as escolas iniciam o ano letivo com o novo modelo de gestão. A partir daí como será a compra da merenda? Estamos no escuro, me disse o presidente da Unicafes- Paraná, Ivori Fernandes.

Para ele, o estrago será grande para as 20 mil famílias que fazem a entrega dos alimentos da merenda. Para muitas cooperativas não vai compensar financeiramente nem a logística da entrega.

Também como coordenadora da Frente Parlamentar de Segurança Alimentar e Nutricional estou muito preocupada com a qualidade da merenda que será fornecida aos estudantes, com a implantação da lei.

Com a privatização empresas terceirizadas serão responsáveis pela preparação da merenda. E quem nos garante que os estudantes receberão uma alimentação saudável, como a que é feita hoje dentro das escolas.

Participaram também da reunião os deputados estaduais Professor Lemos(PT) e Arilson Chiorato(PT),o diretor da Unicafes-Paraná, José Cassiano Gomes da Silva, e os assessores técnicos da entidade, Alcidir Zanco e Alex Hugo Pilger.