Como líder do Bloco da Agricultura Familiar me reuni com a diretora-presidente da Fundepar, Eliane Teruel Carmona, e o gerente do Departamento de Nutrição e Alimentação, Angelo Marco Mortella, para cobrar o pagamento dos valores referentes aos alimentos entregues pelos agricultores familiares e cooperativas ao Programa Nacional de Alimentação Escolar em 2023.

Desde novembro, o pagamento está pendente, mesmo com toda documentação já entregue a Fundepar. O agricultor familiar não tem reservas para esperar tanta demora por parte do governo.

O atraso atinge até mesmo a subsistência dessas famílias.

Também questionei a diminuição na compra de panificados produzidos pela agricultura familiar, que fazem parte da merenda do Estado. Ano a ano os insumos sobem e o governo compra menos dos agricultores, essa equação acaba reduzindo o ganho dos agricultores familiares, afetando diretamente o equilíbrio financeiro dessas famílias.

Outra preocupação é com os produtos que são fornecidos às escolas estaduais. A cota de produtos para as instituições de ensino é estabelecida pela Fundepar, mas quando há feriados essa quantidade é reduzida, ficando o prejuízo para os agricultores familiares.

A demora em pagamento e a redução dos valores fere o programa nacional de alimentação escolar. Em especial, porque os recursos são do governo federal, sendo administrada pela Secretaria da Educação e Fundepar.

De acordo com a diretora-presidente da Fundepar, o atraso no pagamento aconteceu em função de uma mudança no sistema da Secretaria Estadual da Fazenda. Ela garantiu que até o próximo dia 12, os pagamentos estarão liquidados e depositados na conta das Cooperativas.

Estamos de olho!