
Com o funcionário Ricardo Marino: visita à planta hibernada.
Iniciamos a semana com uma importante visita à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (FAFEN- PR), unidade de operação da Petrobras, em Araucária.
Fui recebida pela equipe de transição, composta por funcionários que têm larga experiência e conhecimento da planta, onde pude ver de perto as instalações, que infelizmente, estão desativadas.
Em fevereiro de 2020, o governo de Jair Bolsonaro fechou a FAFEN-PR, colocando mais de mil trabalhadores na rua, e, com isso, tornou um ramo de produção nacional dependente da importação. Antes da paralisação, a fábrica produzia parte significativa da ureia e amônia do mercado brasileiro, matérias-primas utilizadas na fabricação de fertilizantes.
A retomada das atividades já tem o aval do presidente Lula, mas precisa ser consolidada pela diretoria executiva da Petrobras. A unidade deve receber investimentos na casa dos R$ 800 milhões para voltar a operar.
A medida beneficiará o setor agropecuário, diminuindo a dependência de produtos importados da Europa e Ásia e reduzindo a pressão sobre os preços provocada pela guerra entre Rússia e Ucrânia.
De acordo com o Sindiquiímica-PR, a reabertura da Fábrica deve gerar 5 mil empregos diretos e indiretos.
Dos cinco mil empregos que devem ser gerados, mil são postos diretos. As contratações terão como prioridade os trabalhadores demitidos em 2020 A medida tem justificativa social e técnica. São pessoas com experiência e que conhecem o funcionamento da fábrica. Em algumas posições, leva-se até cinco anos para preparar o profissional para a função, mesmo com formação teórica. A operação é complexa e envolve extremos, com temperaturas em alguns equipamentos que variam de -70°C a 200°C.
A reativação puxará o crescimento da cadeia produtiva. No entorno da unidade, há várias empresas que prestavam serviços à FAFEN-PR que estão paradas, aguardando a retomada das atividades.
A FAFEN-PR utilizava como matéria-prima resíduos da REPAR, que fica ao lado, o que integrava parte da produção. A capacidade produtiva por dia é de 1.975 mil toneladas de ureia, 1.300 toneladas de amônia e 1.680 toneladas de Arla 32 – utilizado pela indústria automotiva em catalisadores para reduzir a emissão de gases poluentes.
A volta das atividades vai impactar na questão social, garantirá o desenvolvimento da cidade e de toda a região, além, é claro, da geração de emprego e, por consequência, renda às famílias.



