
A candidata a deputada federal Luciana Rafagnin (PT) reafirmou, durante debate com representantes do Conselho de Desenvolvimento de Francisco Beltrão (Condef) e de entidades da sociedade civil, a disposição de manter um diálogo permanente com a região e acompanhar de perto suas principais demandas. O encontro foi realizado na Associação Comercial e Empresarial de Francisco Beltrão (ACEFB) e abordou temas como desenvolvimento regional, emendas parlamentares, reforma tributária, qualificação profissional e prestação de contas.
Luciana afirmou que pretende manter uma agenda permanente de diálogo com as entidades do Sudoeste, com encontros semestrais e prestação de contas à população. Para ela, a participação da sociedade organizada deve continuar depois das eleições, acompanhando a execução dos compromissos assumidos.
“Uma região conquista mais quando suas entidades e representantes conseguem sustentar prioridades em comum. A Carta do Sudoeste é uma expressão desse trabalho e deve ser acompanhada depois da eleição, não apenas entregue durante a campanha”, afirmou.
Entre as propostas apresentadas, está a atuação junto aos ministérios para acompanhar projetos dos municípios, auxiliar na solução de questões técnicas e buscar recursos por meio de programas federais. Luciana também ressaltou que a atuação de um deputado federal não deve se limitar à destinação de emendas, mas envolver o trabalho de legislar, fiscalizar, ouvir a população e articular investimentos estruturantes.
Ela citou como exemplos de sua atuação no Sudoeste as mobilizações e articulações em torno de hospitais, universidades e institutos federais.
Reforma tributária e qualificação profissional
Durante o debate, Luciana também respondeu a questionamentos sobre os impactos da reforma tributária para o comércio, os serviços e o setor produtivo regional. Ela afirmou que pretende defender a preservação do tratamento favorecido às pequenas empresas no Simples Nacional e o apoio técnico para facilitar a adaptação ao novo sistema tributário.
A candidata também propôs realizar, nos primeiros seis meses de mandato, uma audiência pública em Francisco Beltrão para ouvir o setor empresarial sobre a implementação da reforma. A intenção é produzir um diagnóstico, encaminhar as demandas e dar retorno às entidades.
Na área de qualificação profissional, Luciana afirmou que pretende articular recursos federais para ampliar cursos técnicos em parceria com o IFPR e a UTFPR. A proposta prevê aproximar instituições de ensino, empresas, trabalhadores e cooperativas para identificar as necessidades do mercado regional e orientar a oferta de cursos.
Ela também apresentou a ideia da “Universidade Compartilhada”, que prevê estudar a oferta de cursos técnicos e de ensino médio técnico utilizando, mediante acordos entre as instituições, salas e laboratórios disponíveis nos horários em que a estrutura da graduação não estiver sendo utilizada.
Prestação de contas
Luciana afirmou que pretende apresentar anualmente um relatório com projetos, votos, ações de fiscalização, recursos destinados e resultados alcançados.
“Não peço que avaliem meu mandato apenas pelo valor das emendas. Quero ser avaliada também pelos projetos que conseguimos tirar do papel, pelos investimentos estruturantes que articulamos junto ao governo federal e pelo trabalho de legislar e fiscalizar”, afirmou.
Segundo a candidata, a proposta é que, ao final de quatro anos, a população possa verificar se as prioridades definidas pela região avançaram e cobrar explicações quando uma demanda não for concretizada.