A candidata a deputada federal pelo PT, Luciana Rafagnin, afirmou, em entrevista à Rádio Clube Horizonte FM, que pretende levar para Brasília a experiência acumulada em cinco mandatos na Assembleia Legislativa e ampliar a representação política do Sudoeste do Paraná na Câmara Federal.

Durante a entrevista, Luciana explicou que a decisão de disputar uma vaga de deputada federal foi resultado de um processo de discussão com movimentos sociais, organizações, lideranças e o próprio partido. Segundo ela, após cinco mandatos estaduais, o desafio agora é ampliar a atuação e participar de debates e decisões que dependem diretamente do governo federal.

“Eu entendo que o Sudoeste do Paraná precisa de mais deputados na Câmara Federal. A nossa representação do Sudoeste na Câmara Federal é pequena, e nós precisamos de mais deputados”, afirmou.

Com trajetória política iniciada em 1992, quando foi eleita vereadora de Francisco Beltrão, Luciana chegou à Assembleia Legislativa em 2002 e, desde então, construiu sua atuação principalmente em pautas relacionadas à agricultura familiar, saúde, educação e defesa dos direitos das mulheres.

Na avaliação da candidata, a experiência adquirida no Legislativo estadual permite agora assumir uma nova responsabilidade. Ela destacou que, enquanto a Assembleia concentra a discussão de políticas e leis para o Paraná, o mandato federal possibilitaria atuar em temas de abrangência nacional e na busca por recursos para os municípios.

“Quando a gente fala de mais investimento na saúde, quando a gente fala de mais investimento na habitação, mais investimento na segurança, a gente sabe que isso depende muito de Brasília”, disse.

Agricultura familiar e desenvolvimento regional

A agricultura familiar permanece entre as principais bandeiras apresentadas por Luciana. Ela destacou que as políticas voltadas aos agricultores familiares têm impacto direto no Sudoeste, uma região marcada pela presença de pequenas propriedades, mas também repercutem em todo o Estado.

A candidata afirmou ainda que pretende defender políticas públicas voltadas ao desenvolvimento dos municípios, à educação, à saúde, à cultura e à inclusão social.

“Minha casa é o Sudoeste e eu quero estar em Brasília justamente para defender da mesma forma como a gente cuida e defende a nossa casa”, declarou.

Palmas entre as prioridades

A entrevista também abordou demandas específicas de Palmas. Luciana lembrou da mobilização pela implantação do Instituto Federal no município e afirmou que pretende continuar acompanhando as necessidades locais.

Entre as propostas mencionadas está a criação de uma política de crédito diferenciada para pequenos e médios empresários, tomando como referência o modelo de financiamento existente para a agricultura familiar por meio do Pronaf.

Ela também citou dificuldades enfrentadas pela comunidade indígena para acessar cursos do Instituto Federal, especialmente pela falta de transporte, e defendeu medidas para ampliar o acesso à educação pública, da educação infantil ao ensino superior.

Combate à violência contra as mulheres

Outro tema abordado foi o enfrentamento à violência contra as mulheres. Luciana defendeu o fortalecimento das políticas públicas de prevenção e combate ao feminicídio e afirmou que a questão continuará entre suas prioridades caso seja eleita.

Segundo ela, é necessário ampliar a articulação entre os diferentes setores do poder público e a sociedade para combater não apenas o feminicídio, mas todas as formas de violência contra as mulheres.

Ao final da entrevista, Luciana reconheceu que a disputa por uma vaga na Câmara Federal exigirá uma votação maior do que a necessária para uma cadeira na Assembleia. Na eleição estadual, ela obteve quase 47 mil votos.

Para a candidata, a decisão do eleitor deverá levar em conta o trabalho desenvolvido ao longo de sua trajetória política e as propostas que pretende defender no Congresso Nacional.