
Recebi de mulheres de movimentos sociais, lideranças comunitárias e profissionais do setor acadêmico da região de Rio Bonito do Iguaçu, um pedido para instalação de uma Casa da Mulher Brasileira e da Delegacia da Mulher, que atendam 20 cidades da Associação dos Municípios de Cantuquiriguaçu. A solicitação é o resultado da Audiência Pública que aconteceu na sexta-feira, 8, e discutiu o combate da violência contra mulher na região Centro do Paraná.
O encontro foi uma ação organizada pelo mandato em parceira com as mulheres do Movimento Sem Terra e o sindicato das trabalhadoras da Educação. Essa é uma pauta da Jornada da Luta Nacional das Mulheres que vivem esse cotidiano da violência no campo e na cidade. São trabalhadoras sem-terra, pequenas produtoras, atingidas por barragens, professoras e indígenas que precisam der acolhidas.
A violência contra a mulher e o feminicídio crescem de maneira assustadora no País.
Para vocês terem uma ideia, dados da Segurança Pública do Estado apontam que somente em janeiro desse ano no Paraná foram registrados 19.997 boletins de ocorrência de agressão contra mulheres, um média de 645 registros diários.
Número que considero subestimado, pois há municípios onde a mulher não denuncia por não ter um atendimento especializado e mais acolhedor. Se a mulher busca fazer a denúncia numa delegacia comum, e é intimidada, sente medo e se constrange, ela acaba não fazendo a denúncia.
Farei o possível para que a Casa da Mulher Brasileira e a Delegacia da Mulher sejam uma realidade às mulheres da região.
Contem comigo nessa luta tão importante!
E aproveito para agradecer a presença de Mirian Maria Kunrath, da Direção Estadual do Coletivo de Mulheres do MST – Movimento Dos Trabalhadores Rurais Sem Terra; Walquíria Olegário Mazzeto, presidente da APP – Sindicato dos(as) Trabalhadores e Trabalhadoras da Educação do Paraná; Sirlei Zatta, assessora parlamentar; Regiane de Fátima Nunes de Castro, da Secretaria de Assistência Social e Segurança da Família do município de Laranjeiras do Sul e representante do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres e a presidência dos Clubes de Mães; Doriane de Fatima Bortoluzzi, do MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens; Francine Sueli Marafon, do MPA-Movimento dos Pequenos Agricultores; Manuela Franco de Carvalho da Silva Pereira, coordenadora Acadêmica da UFFS – Universidade Federal da Fronteira Sul, representando a Direção de Campus Laranjeiras do Sul; Solange Santos, representante do município de Nova Laranjeiras e presidente do Sindicato dos/as Trabalhadores/as Rurais – STR; Olide Bovino, da Secretária de Assistência Social e primeira dama do município de Rio Bonito do Iguaçu; e Dr. Marcelo Trevisan, Delegado-Chefe da 2ª Subdivisão Policial de Laranjeiras do Sul.









