
Participei de uma marcha de camponeses e camponesas em Reserva do Iguaçu, no Centro-Sul do estado. para denunciar a ameaça de despejo de 100 famílias da comunidade Resistência Camponesa, situada a cerca de cinco quilômetros da área urbana do município.
Cerca de 500 trabalhadores e trabalhadoras rurais percorreram as ruas da cidade até a sede da Prefeitura, onde ocorreu um ato político para alertar autoridades e sensibilizar a população sobre a gravidade da situação.
Foi um dia simbólico, que reforça a resistência dessas famílias que desejam permanecer em suas casas, cultivando alimentos saudáveis. Todo nosso apoio a essa mobilização! Estamos juntos na luta pela Reforma Agrária!
A mobilização integra a Jornada Nacional das Mulheres Sem Terra, realizada em diversas regiões do país. Este ano, a iniciativa tem como lema: “Agronegócio é violência e crime ambiental, a luta das mulheres é contra o capital”.
Conflito fundiário
A área ocupada pelas famílias faz parte das mais de 80 comunidades ligadas à Reforma Agrária que ainda aguardam regularização no Paraná. No total, cerca de 7 mil famílias vivem em acampamentos organizados pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária do Paraná (Incra-PR) já manifestou interesse em adquirir o terreno para assentar as famílias. No entanto, o processo de desapropriação por interesse social, com base na Lei 4.132/62, está suspenso por decisão judicial, embora ainda caiba recurso.
Atualmente, a Comissão de Soluções Fundiárias do Tribunal de Justiça do Paraná conduz tratativas para uma solução negociada.
Além dos parlamentares e dirigentes do MST, participaram do evento o superintendente do Incra-PR, Nilton Guedes, e a ouvidora agrária, Josiane Grossklaus.
( Com informações do PT na Alep)






