
Mulheres cientistas participaram do evento “Construindo Espaços: Mulheres e Meninas na Ciência”, proposto pela deputada estadual Luciana Rafagnin(PT), com o objetivo de incentivar novas gerações femininas a ocuparem espaços de destaque em uma área ainda marcada pelo predomínio masculino.
“Nosso objetivo é promover o diálogo com estudantes e professores da Universidade Federal do Paraná, a partir da lei que apresentamos nesta Casa para dar mais visibilidade à participação feminina na ciência. Hoje, as mulheres são 57% dos estudantes da graduação e pós-graduação, mas representam apenas 43% do corpo docente. Isso mostra que elas ainda enfrentam muitas dificuldades para permanecer na pesquisa e na carreira científica”, afirmou a deputada.
Luciana destacou ainda a importância de fortalecer políticas públicas voltadas à permanência das mulheres na ciência. “Queremos ampliar esse debate e construir uma campanha permanente para incentivar a participação feminina nas ciências exatas e na pesquisa científica, buscando mais equidade de gênero na produção do conhecimento”, completou.
Exemplo de sucesso

Luciana entregou uma menção honrosa à pesquisadora Rita de Cássia dos Anjos, professora associada do Departamento de Engenharias e Exatas da UFPR. Especialista em raios cósmicos e raios gama, a astrofísica foi premiada pelo CNPq na 2ª edição do Prêmio Mulheres e Ciência, na categoria Estímulo, pela contribuição ao avanço da ciência, tecnologia e inovação no Brasil.
“É uma alegria muito grande receber essa homenagem na Assembleia Legislativa, especialmente na área das ciências exatas. Esse reconhecimento ajuda a incentivar meninas e mulheres a acreditarem que também podem ocupar esses espaços”, afirmou Rita. Ela explicou ainda que sua pesquisa busca compreender fenômenos do universo ligados às partículas de altas energias.
A pesquisadora também se tornou inspiração para futuras cientistas, como a estudante de engenharia mecânica Kauana Alessandra dos Santos, que pretende seguir carreira na área aeroespacial.
“É muito importante discutir esse tema em um espaço como a Assembleia Legislativa. Precisamos ampliar esse debate e mostrar para a sociedade o trabalho realizado por projetos que incentivam meninas e mulheres nas áreas de tecnologia e engenharia”, afirmou.
Apaixonada pelo espaço, Kauana contou que escolheu a engenharia mecânica pela admiração por foguetes, astronomia e estrelas. “Ainda somos minoria na engenharia, mas estamos trabalhando para mudar isso. Precisamos de mais representatividade para que meninas e mulheres se sintam acolhidas e entendam que podem estar onde quiserem”, destacou.
Espaço a ser conquistado
Para a vice-reitora da UFPR, Camila Girardi Fachin, encontros como esse são fundamentais para ampliar a presença feminina em áreas historicamente ocupadas por homens.
“Nos cursos das áreas mais puras das ciências, ainda temos apenas um terço de mulheres. Precisamos mostrar que elas podem ser cientistas, estudar matemática, química e engenharia. Eventos como este ajudam a dar visibilidade a esse debate”, afirmou.
Também participaram do encontro professoras, pesquisadoras e coordenadoras de projetos voltados ao incentivo da presença feminina nas ciências exatas, tecnologia, computação e pesquisa científica.

















