Ótima notícia! A Petrobras anunciou investimento de R$ 1,2 bilhão para dar início ao processo de reativação da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná, localizada em Araucária. A reabertura da unidade, fechada pelo governo Bolsonaro em 2020, representa a garantia de mais de mil empregos diretos e 3 mil indiretos.

Destaque para o presidente Lula que defende os trabalhadores e a soberania do País. Essa vitória também representa uma vitória da luta dos petroleiros e petroquímicos, organizados na Federação Única dos Petroleiros e sindicatos filiados, que jamais aceitaram o fechamento de uma fábrica tão importante para a soberania nacional no setor de fertilizantes e, por consequência, de alimentos. Ao longo desses últimos quatro anos, todas as ações possíveis, tanto políticas, quanto de mobilização, foram realizadas na campanha em defesa da Fafen-PR.

Em fevereiro de 2020, o governo anteriorcolocou mais de mil trabalhadores na rua, e, com isso, tornou um ramo de produção nacional dependente da importação. Antes da paralisação, a fábrica produzia parte significativa da ureia e amônia do mercado brasileiro, matérias-primas utilizadas na fabricação de fertilizantes.

A retomada das atividades beneficiará o setor agropecuário, diminuindo a dependência de produtos importados da Europa e Ásia e reduzindo a pressão sobre os preços provocada pela guerra entre Rússia e Ucrânia.De acordo com o Sindiquiímica-PR, a reabertura da Fábrica deve gerar 5 mil empregos diretos e indiretos.

Dos cinco mil empregos que devem ser gerados, mil são postos diretos. As contratações terão como prioridade os trabalhadores demitidos em 2020 A medida tem justificativa social e técnica. São pessoas com experiência e que conhecem o funcionamento da fábrica. Em algumas posições, leva-se até cinco anos para preparar o profissional para a função, mesmo com formação teórica. A operação é complexa e envolve extremos, com temperaturas em alguns equipamentos que variam de -70°C a 200°C.

A reativação puxará o crescimento da cadeia produtiva. No entorno da unidade, há várias empresas que prestavam serviços à FAFEN-PR que estão paradas, aguardando a retomada das atividades.

A FAFEN-PR utilizava como matéria-prima resíduos da REPAR, que fica ao lado, o que integrava parte da produção. A capacidade produtiva por dia é de 1.975 mil toneladas de ureia, 1.300 toneladas de amônia e 1.680 toneladas de Arla 32 – utilizado pela indústria automotiva em catalisadores para reduzir a emissão de gases poluentes.

A volta das atividades vai impactar na questão social, garantirá o desenvolvimento da cidade e de toda a região, além, é claro, da geração de emprego e, por consequência, renda às famílias.

A Fafen-PR tem capacidade instalada para a produção de 720 mil toneladas/ano de ureia e 475 mil toneladas/ano de amônia, além de 450 mil m³/ano do Agente Redutor Líquido Automotivo (ARLA 32), produto utilizado em veículos a diesel para reduzir as emissões de poluentes.