
O Queijo Colonial do Sudoeste do Paraná acaba de receber um importante selo de qualidade: o registro de Indicação Geográfica (IG) concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI ). A certificação foi concedida para a produção realizada em 42 municípios da região , reconhecendo a tradição, o modo artesanal de fabricação e a identidade única desse produto que há décadas é feito com dedicação por famílias agricultoras.
A concessão da IG é um marco significativo, pois valoriza os produtos característicos de uma região, destacando sua reputação, singularidade e ligação direta ao território . Com esse selo, os produtores passam a contar com maior proteção legal e visibilidade no mercado , além da possibilidade de acesso a novos consumidores e aumento no valor agregado ao produto.
A deputada estadual Luciana Rafagnin destacou a relevância dessa conquista e parabenizou a Associação dos Produtores de Queijo Artesanal do Sudoeste do Paraná (Aprosud) , que reúne 18 produtores de 11 municípios e é responsável por uma produção média de 17 toneladas de queijo por mês .
“Esse certificado é o reconhecimento da dedicação e do trabalho sério dessas famílias que fazem do queijo colonial não apenas um alimento, mas uma marca da nossa região. Vai atrair mais compradores, aumentar o valor do nosso produto e gerar mais renda para o campo. Além disso, inspirará outros agricultores a se integrarem a essa cadeia produtiva. Quem ganha é toda a região”, afirmou.
A IG do Queijo Colonial do Sudoeste abrange os seguintes municípios:
Ampére, Barracão, Bela Vista da Caroba, Boa Esperança do Iguaçu, Bom Jesus do Sul, Bom Sucesso do Sul, Capanema, Chopinzinho, Clevelândia, Coronel Domingos Soares, Coronel Vivida, Cruzeiro do Iguaçu, Dois Vizinhos, Enéas Marques, Flor da Serra do Sul, Francisco Beltrão, Honório Serpa, Itapejara d’Oeste, Manfrinópolis, Mangueirinha, Mariópolis, Marmeleiro, Nova Esperança do Sudoeste, Nova Prata do Iguaçu, Palmas, Pato Branco, Pérola d’Oeste, Pinhal de São Bento, Planalto, Pranchita, Realeza, Renascença, Salgado Filho, Salto do Lontra, Santa Izabel do Oeste, Santo Antônio do Sudoeste, São João, São Jorge d’Oeste, Saudade do Iguaçu, Sulina, Verê e Vitorino.
Essa conquista coroa uma história construída com esforço coletivo, raiz cultural e comprometimento com a qualidade e valores que tornam o Queijo Colonial do Sudoeste único no Brasil.