Os dados são da pesquisa elaborada pelo Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo. O Acre foi o Estado que registrou o menor índice de crimes por arma de fogo no período de 1991 a 2000, segundo revelou pesquisa elaborada pelo Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP). Amanhã, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, assina com o governador do Estado, o petista Jorge Viana, convênios institucionalizando algo que já ocorre no Acre já algum tempo: o Gabinete Único de Segurança Pública, que consiste na reunião sistemática de todos os órgãos envolvidos com o sistema (Polícias Civil, Militar, Federal, Rodoviária e o Corpo de Bombeiros) para estudar a violência e seus locais de incidência.

A ação já desenvolvida pelo governo petista do Acre tem efeitos palpáveis. No Mato Grosso, houve aumento do número de mortes por armas de fogo de 371%, enquanto no Acre a incidência caiu 56,7%. Ao comentar a pesquisa, o governador Jorge Viana destacou que o levantamento cobriu apenas os dois primeiros anos do atual governo, 1999 e 2000, e mesmo assim foi possível detectar a queda nos índices de crimes por arma de fogo.

Contagem dos mortos

Viana lembrou que a pesquisa mostra o desmantelamento dos grupos de extermínio que agiam no Acre. “Naquela época, segunda-feira era dia de se contar os mortos dos finais de semana. Agora, graças a Deus, não há mais isso no Acre, embora ainda seja necessário diminuir muito esses índices. Nós vamos trabalhar por isso, aparelhando cada vez mais nossa polícia para reprimir o crime nas ruas, aparelhando a polícia para investigação para prender todo aquele que cometer crime e, na outra ponta, trabalhar a geração de emprego e renda”, disse o governador.

De acordo com Viana, o governo do Estado vai se unir ao Ministério da Justiça na Campanha do Desarmamento. “Com o ministro Márcio Thomaz Bastos, nós vamos discutir uma forma de ajudarmos a Polícia Federal no recolhimento dessas armas, ampliando locais de recebimento e garantindo que as pessoas que entregarem suas armas, não importa a procedência, não serão penalizadas. O objetivo é tirar o maior número possível de armas de circulação”, disse o governador petista. (LA)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *