No Sudoeste, há doze projetos de construção de usinas hidrelétricas no rio Chopim em andamento. As famílias atingidas querem assegurar seus direitos.

Curitiba, PR (09/10/2009) – Há, no Sudoeste do Paraná, pelo menos doze projetos em andamento visando à construção de barragens sobre o rio Chopim, que deverão expulsar de suas terras perto de duas mil famílias de agricultores. Dois desses projetos, nos municípios de Clevelândia e Honório Serpa, encontram-se bastante adiantados, ou seja, na fase de elaboração do estudo de impacto ambiental. Mas as famílias de agricultores das áreas previstas para serem inundadas reclamam a falta de informações referentes aos seus direitos e sobre a indenização dos prejuízos. “Representantes do Grupo Gerdau, em reunião com um número pequeno de agricultores, no mês de maio, disseram que não há previsão e nem interesse por parte da empresa em garantir o reassentamento das famílias”, denunciou o membro da direção do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) no Paraná, Jadir Bonacina. Ele lembra que “o impacto dessas obras será sentido em pelo menos doze municípios da região” e defende que as famílias atingidas sejam ouvidas e respeitadas nesse processo.

É por isso que, no próximo dia 16 de outubro, às 14h, acontecerá em Pato Branco uma audiência pública da Assembleia Legislativa para discutir os direitos das famílias atingidas. A iniciativa é da Frente Parlamentar de Aproveitamento dos Potenciais Hidroenergéticos do Estado, presidida pelo deputado estadual Tadeu Veneri, e a audiência será realizada em parceria com as comissões de Agricultura, cuja presidente é a deputada estadual Luciana Rafagnin, e de Meio Ambiente da Casa, presidida pelo deputado estadual Luiz Eduardo Cheida, e em conjunto com a coordenação do MAB. O evento acontecerá no Centro Regional de Eventos do Parque de Exposições de Pato Branco, situado à rua Benjamin Borges dos Santos, no Bairro Fraron.

Bonacina adverte que os maiores prejudicados com a implantação das barragens serão as famílias de agricultores, incluindo os assentados da reforma agrária. “A empresa não demonstra reconhecer o direito de quem produz em regime de parceria e de arrendamento, uma vez que essas famílias não possuem documento de posse da terra por não serem proprietárias individuais dos lotes em que vivem”, comentou.

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