Lei de Biossegurança proíbe o plantio de soja transgência próximo de áreas de conservação Foz do Iguaçu – O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis
Lei de Biossegurança proíbe o plantio de soja transgência próximo de áreas de conservação Foz do Iguaçu – O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) embargou nesta quarta-feira seis lavouras de soja transgênica em propriedades da região Oeste do Paraná. A Lei de Bissegurança proíbe o plantio de organismos geneticamente modificados (OGMs) numa faixa de dez quilômetros das unidades de conservação ambiental. As áreas interditadas estão próximas do Parque Nacional do Iguaçu.
“A lei considera crime o plantio de transgênicos em áreas de conservação e terras indígenas”, explicou o superintendente estadual do Ibama, Marino Gonçalves. Ele acompanhou os trabalhos realizados durante todo o dia. A operação, que também envolve técnicos do Ministério da Agricultura, prossegue nesta quinta-feira na tentativa de apurar denúncias em 14 municípios.
Na primeira plantação, como o reagente indicou que a soja era transgênica, toda a colheita poderá ser apreendida e o arrendatário da terra está sendo autuado e deverá ser multado. O valor é calculado com base no tamanho da plantação.
As pesquisas ainda não definen com exatidão o dano provocado pelo uso de produtos transgênicos. As lavouras foram interditadas porque o plantio de transgênicos próximo a reservas pode provocar desequilíbrio ambiental e mutação das espécies preservadas. Os 185 mil hectares do Parque Nacional foram considerados pela União das Nações Unidas (Unesco), como Patrimônio Natural da Humanidade.
Os agricultores que tiveram as lavouras embargadas não poderão realizar a colheita e nenhum outro procedimento de manejo da cultura sem a autorização do Ibama. O órgão ainda não definiu as sanções que serão aplicadas.
As áreas embargadas ficam em São Miguel do Iguaçu — distante 52 quilômetros de Foz do Iguaçu — Matelândia, e Santa Tereza do Oeste, próximas a Cascavel. “Vamos continuar a busca das áreas até verificarmos todos as denúncias.”
A operação de fiscalização foi desencadeada depois de denuncias da ONG paranaense Terra de Direitos, que fez um levantamento em várias propriedades da região, baseado em imagens de satélite.
Fonte: Gazeta do Povo