O presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes, atribuiu o crescimento do rendimento médio mensal do brasileiro a pelo menos dois fatores: o ganho real do salário mínimo de 13,3% em 2006
Ernani Alves Direto do Rio de Janeiro O presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes, atribuiu o crescimento do rendimento médio mensal do brasileiro a pelo menos dois fatores: o ganho real do salário mínimo de 13,3% em 2006, comparado a 2005, e a aplicação de programas sociais do governo federal, entre eles o Bolsa Família. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), a renda do brasileiro aumentou 6,2% em 2006, em comparação com o ano anterior. “Temos que levar em conta todos aqueles que recebem ajuda de programas de transferência de renda, porque sem eles (os programas) a renda seria nula. Então, a massa de renda é maior”, destacou Nunes. De acordo com a Pnad, o rendimento médio mensal por pessoa, incluindo todas as fontes, subiu de R$ 822 para R$ 873, de 2005 para 2006. Comparando o mesmo período, a renda dos domicílios subiu 7,6%, passando de R$ 1.568 para R$ 1.687. A pesquisa do IBGE revela ainda que 12,7% dos domicílios tem rendimentos até um salário mínimo em todo o País e 3% tem ganhos acima de 20 salários. (*) Redação Terra http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI1909376-EI10361,00.html VEJA AS CARACTERÍSTICAS DE CADA REGIÃO Região Sul Menor número de residentes nascidos em outros estados – Menor número médio de pessoas por família e domicílio – Menor número de famílias chefiadas por mulheres – Maior número de domicílios com telefone fixo Região Sudeste População mais envelhecida – Menor número de desocupados entre os economicamente ativos – Menor quantidade de menores trabalhando – Maior rendimento médio por domicílio (R$1.885) – Três vezes mais computadores por domicílio que o Nordeste – Menor quantidade de crianças de até 4 anos Região Centro-Oeste Maior número de desocupados entre os economicamente ativos – Maior número de residentes nascidos em outros estados – Maior concentração de domicílios só com telefone celular Região Norte População menos envelhecida – Única região onde a quantidade de homens supera a de mulheres – Maior proporção de famílias chefiadas por mulheres – Maior número médio de pessoas por família e por domicílio – Maior proporção de pessoas que se declararam negras Região Nordeste Maior número de menores trabalhando – Maior aumento da renda de entre 2005 e 2006 – Menor rendimento médio por domicílio (R$1.089) IBGE: formalização no mercado de trabalho é destaque Adriana Brendler Repórter da Agência Brasil O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) considera que o avanço da formalização no mercado de trabalho é destaque entre os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2006, divulgada hoje. “Você tem mais pessoas trabalhando com carteira de trabalho, conseqüentemente você tem mais pessoas contribuindo com a Previdência, mais pessoas sindicalizadas, esse é o grande destaque da Pnad 2006 no que tange ao mercado de trabalho”, afirma Cimar Azeredo, coordenador da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE. A Pnad 2006 mostrou que a participação de contribuintes para a Previdência entre a população ocupada, 49,2%, foi a maior desde o início dos anos 90. Segundo ele, o aumento da formalidade acaba se refletindo também no aumento dos rendimentos. “Se você tem um mercado mais formal , a população ocupada passa a ter um poder de compra maior”, diz ele. A Pnad apontou que o rendimento médio mensal dos trabalhadores aumentou 7,2% entre 2005 e 2006. Azeredo também considera que a queda na taxa de desocupação está ligada a essa ampliação da renda. “Com o aumento do rendimento, uma parcela da população que estava forçando o mercado de trabalho (procurando emprego) para compor o rendimento familiar tende a se dissipar”, explica ele. “A pressão do mercado de trabalho é menor em função de a população ter um maior poder de compra.” (**) Agência Brasil http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/09/14/materia.2007-09-14.6916637516/view (*) Portal Terra http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI1908510-EI10361,00.html Desemprego tem o menor índice em dez anos, aponta IBGE Adriana Brendler Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro – A queda na taxa de desocupados em 2006 levou o país à menor taxa de desemprego em dez anos, 8,4%. Em 1997, o número ficou em 7,8%. Entre 2005 e 2006, a queda no índice foi de 8,3%. O número de desocupados diminuiu em termos absolutos: passou de pouco mais de 8,9 milhões para 8,2 milhões, uma redução de 742 mil. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2006, divulgada hoje (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento, realizado em mais de 145 mil domicílios em todo o país, também houve avanços nas condições de moradia da população brasileira, com a melhoria no acesso aos serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, coleta de lixo e fornecimento de energia elétrica. “Em geral os indicadores dão seguimento a uma tendência de melhoria que vinha sendo identificada ao longo dos anos”, afirma a coordenadora de Trabalho e Rendimentos do IBGE, Márcia Quintslr. Conforme a pesquisa, em 2006, do total dos domicílios brasileiros, 83,2% eram abastecidos por água, e 70,6% tinham esgotamento sanitário adequado (rede coletora ou fossa séptica), enquanto em 2005 esses percentuais eram de 82,3% e 69,7% respectivamente. Apesar do avanço, permanecem as disparidades regionais na oferta dos serviços. Na região Nordeste, por exemplo, embora o saneamento tenha sido ampliado, o esgotamento sanitário alcança menos de 50% das moradias. Em relação ao perfil da população, o estudo do IBGE confirmou a manutenção das tendências de envelhecimento e redução da fecundidade, que vêm sendo observadas nas últimas décadas. As faixas de idade mais elevadas, acima dos 40 anos, passaram a representar 32,3% da população (contra os 31,5% em 2005), enquanto a parcela com até 9 anos passou de 17,1% para 16,5%. A taxa de fecundidade recuou de 2,1 filhos por mulher em 2005 para 2,0 em 2006. A PNAD é realizada anualmente pelo IBGE com a finalidade de produzir informações para o estudo do desenvolvimento socioeconômico do país. Na edição 2006, foram visitados 145.547 domicílios e ouvidas 410.241 pessoas em todas as regiões brasileiras. A pesquisa incluiu suplementos especiais sobre trabalho infantil e sobre possíveis efeitos de programas governamentais de transferência de renda, que serão divulgado posteriormente em calendário a ser definido pelo IBGE. (**) Agência Brasil http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/09/14/materia.2007-09-14.6069002091/view