O período de votações em agosto deve ser de no mínimo uma semana. A lei de falências e a conclusão da PEC paralela da Previdência são alguns dos assuntos que deverão ser votados pela Câmara dos Deputados em agosto, previu o líder do PT, deputado Arlindo Chinaglia (SP).
O esforço concentrado, cuja duração ainda não foi definida pelos líderes partidários, terá agendados também os projetos que foram aprovados pelo Senado na primeira semana de julho e que ainda precisam receber revisão da Câmara.
O deputado Chinaglia acredita que o período de votações em agosto deve ser de no mínimo uma semana. Ele lembrou que se trata de acordo do Colégio de Líderes relativo a proposições de interesse do país.
“Nós conseguimos durante a primeira semana daquilo que seria o recesso votar seis medidas provisórias e três projetos importantíssimos, além de outras questões, tanto na Câmara quanto no Senado. E, ainda que tenhamos demorado em função da obstrução (da oposição tucana e pefelista), conseguimos cumprir aquilo a que nos propusemos. Portanto estamos confiantes de que em agosto vamos trabalhar em plenário pelo menos uma semana”, afirmou Chinaglia durante entrevista no programa “Visão Crítica”, da TV Câmara.
LDO
Quanto à votação da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) esta tarde, o líder petista não antevê qualquer empecilho. Lembrou que a atitude do deputado Rodrigo Maia (PFL-RJ) de impedir o exame do projeto quinta-feira passada destoou da tradição do Congresso, de honrar no plenário os acordos feitos na Comissão de Orçamento.
“Ocorreu que a questão Banco do Brasil X cidade do Rio de Janeiro não foi colocada (por Rodrigo Maia, filho do prefeito do Rio, César Maia) antes que os deputados viajassem, e isso resultou nessa situação de não se ter votado a LDO até hoje”, disse o líder. Para Chianglia, qualquer outro assunto que eventualmente seja colocado esta tarde em plenário “não diz respeito ao acordo feito”.
“Se a questão do Rio tivesse surgido antes, nós votaríamos, pois havia quorum. Na verdade aquilo funcionou como uma armadilha, portanto, não cabe agora a ninguém repetir a dose porque aquela atitude não foi boa”, resumiu Arlindo Chinaglia.