Da Liderança do PT na Alep

A líder da bancada do Partido dos Trabalhadores(PT), deputada estadual Luciana Rafagin subiu à tribuna nesta terça-feira, 14, para defender a vinda dos médicos cubanos para o Brasil, num projeto do governo federal que garantirá atendimento na área da saúde em regiões carentes do país.  “Trazer médicos cubanos ao Brasil, ao Paraná, é uma atitude de bem para o nosso povo. Nós que convivemos  no interior, sabemos que faltam médicos, que os recém- formados não querem ir para regiões pequenas. As  prefeituras acabam comprometendo suas receitas, com altos salários, para atrair os profissionais”, afirmou.

Ao contrário das críticas de deputados governistas feitas durante a sessão plenária, que reclamam de uma suposta validação dos diplomas destes médicos cubanos, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, já disse que concorda que a contratação de médicos estrangeiros deve seguir critérios de qualidade e responsabilidade profissional. O governo não anunciou que trará médicos cubanos indiscriminadamente para o país.

Ainda, para Luciana, quando a presidenta Dilma  traz à tona a discussão, ela garante um atendimento à população brasileira. A deputada destacou que na Inglaterra, 40% dos médicos em atividade são estrangeiros. No Brasil esse número é menor que 1%.

Os deputados  petistas Tadeu Veneri e Péricles de Mello também criticaram o discursos de deputados da situação, contra a vinda dos médicos cubanos ao país. “ No interior do Paraná, não há médicos nem brasileiros, nem cubanos, nem chilenos. A população carece de atendimento”, afirmou Veneri.

Para Péricles, o discurso crítico da oposição ao governo federal em exportar os profissionais de Cuba, tem um ranço de xenofobia, elitismo e preconceito.

Segundo estudos, em 2011 o Brasil tinha menos de 2 médicos para cada mil habitantes, somente em 2021 chegará próximo a (2,5). Em 2050, baseado em projeções,  o país terá 4,3 médicos por 1.000. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-americana da Saúde (Opas), esta última que apoia a entrada no Brasil de médicos cubanos, a Argentina, em 2005, possui mais de 3 médicos por 1.000 habitantes, quantidade que o Brasil somente alcançará em 2031.

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