A deputada estadual Luciana Rafagnin (PT), em pronunciamento na sessão plenária da Assembleia Legislativa na tarde de hoje, destacou a importância da luta por reforma agrária.

Curitiba, PR (13/04/2010) – Mais de mil integrantes do movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) estão em Curitiba para participar de diversas audiências relativas à pauta estadual de reivindicações da jornada nacional de lutas por reforma agrária. Eles cobram agilidade no processo de aquisição de terras para desapropriação, visando o assentamento de cinco mil famílias acampadas no Paraná. Em todo o país, passa de 90 mil o número de famílias sem-terra nessa mesma situação.

A deputada estadual Luciana Rafagnin (PT), em pronunciamento na sessão plenária da Assembleia Legislativa na tarde de hoje, destacou a importância da luta por reforma agrária, que não se esgota no ato de assentamento das famílias, mas compreende também a garantia de condições de vida e trabalho nas comunidades rurais. “É preciso assegurar infraestrutura nos assentamentos, como estradas, energia elétrica e abastecimento de água, além de acesso ao crédito e equipamentos públicos de educação e saúde para atendimento às famílias”, disse Luciana.

Em Curitiba, onde ficam até a próxima sexta-feira (16), os sem-terra entregaram pauta de reivindicações ao Superintendente Regional do Incra no Paraná, Nilton Bezerra Guedes, e terão audiências também na Superintendência do Banco do Brasil e na Conab. Eles conversarão com representante da ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Márcia Lopes, e com o governador Orlando Pessuti. Com Pessuti, a coordenação da jornada nacional de lutas por reforma agrária vai tratar das questões que estão na competência do governo estadual, como os investimentos nas escolas itinerantes, os convênios na área de assistência técnica e extensão rural, parcerias em educação e o incentivo à produção agrícola nos assentamentos.

Os sem-terra têm agendada uma audiência com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, para reivindicar a compra de novas áreas no Paraná e o aumento no orçamento do Incra visando a obtenção de terras. A atualização dos índices de produtividade também está presente na pauta de reivindicações que os sem-terra negociam com o governo federal.

O dia 17 de abril tornou-se o dia nacional de luta pela reforma agrária desde que, em 1996, ocorreu o massacre de trabalhadores rurais sem-terra em Eldorado dos Carajás, no Pará. A deputada Luciana lembrou em seu discurso da condenação de 30 anos de prisão para o mandante do assassinato da missionária Dorothy Stang.

Jornalista: Thea Tavares (MTb 3207-PR).

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