Da Assessoria de Comunicação da Central Cresol Baser – www.cresol.com.br 06/07/2006 – O cooperativismo de economia solidária continuará sendo uma bandeira forte no governo do presidente Lula. Essa é a promessa do próprio presidente, manifestada na audiênc

Da Assessoria de Comunicação da Central Cresol Baser – www.cresol.com.br 06/07/2006 – O cooperativismo de economia solidária continuará sendo uma bandeira forte no governo do presidente Lula. Essa é a promessa do próprio presidente, manifestada na audiência com lideranças de organizações cooperativistas de todas as regiões do país, nesta semana, em Brasília. Como não pode atender ao convite para participar do II Encontro Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar de Economia Solidária, alusivo às comemorações do Dia Internacional do Cooperativismo e ao primeiro ano de atividades da Unicafes – União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária, o presidente Lula recebeu em seu gabinete a comitiva, que não perdeu a oportunidade de reivindicar mais apoio ao segmento, seja por meio de políticas públicas ou com a destinação de maior volume de recursos para o setor.

Esta foi a terceira ocasião que o presidente da república recebeu representantes do cooperativismo da agricultura familiar e economia solidária em seu gabinete. Em 2004, lideranças que discutiam sobre a criação de uma entidade de representação nacional das cooperativas de economia solidária tiveram a chance de socializar com Lula as propostas de fortalecimento e expansão do setor. Um ano depois, Lula marcou presença no evento que reuniu mais de mil pessoas de diferentes ramos cooperativos do país para constituir a Unicafes. “Agora, em 2006, o presidente recebeu, em clima bastante familiar, um grupo de lideranças que estava na capital federal para avaliar as ações do primeiro ano da Unicafes, reavaliar metas e reforçar aquelas que de fato são fundamentais para o crescimento de organizações cooperativistas de economia solidária”, comenta Vanderley Ziger, presidente da Associação Nacional do Cooperativismo de Crédito Solidário, Ancosol. Reivindicações

A audiência da última segunda-feira foi dividida em momentos de reconhecimento pelo apoio ao cooperativismo e reivindicações para o seu fortalecimento. O grupo entregou ao presidente uma placa comemorativa pelo Dia Internacional do Cooperativismo e em seguida apresentou a pauta de reivindicações da Unicafes. Nela consta a necessidade de ampliação do volume de recursos ao programa Coopersol, vinculado a Secretaria de Desenvolvimento Territorial/MDA, a ampliação do volume de crédito para assistência técnica e extensão rural através do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural, da Secretaria da Agricultura Familiar/MDA, a ampliação no volume de recursos para o Pronaf Comercialização, o acesso a outros programas de fomento ao cooperativismo em outros ministérios como Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento MAPA/Denacoop, Ministério do Trabalho e Emprego, através da Secretaria Nacional de economia Solidária (Senaes), entre outros.

Pronaf via BNDES

Mas o assunto de maior destaque foi o acesso aos recursos do Pronaf Custeio via BNDES, tendo em vista que a reivindicação vem de longa data e está na eminência de se concretizar, tendo por base a definição por parte do Ministério do Desenvolvimento Agrário e do Ministério da Fazenda em equalizar R$ 100 milhões para aplicar no na linha de Pronaf Custeio através do BNDES. “Embora ainda exista por parte do banco, vários ajustes a serem feitos, como estrutura operacional e tecnológica e a revisão da análise de risco dos sistemas cooperativos de crédito rural solidário, bem como a taxa de serviço (spread) a ser praticada pelo agente financeiro”, explica Ziger.

Diante das lideranças cooperativistas, o presidente assumiu publicamente o compromisso de entrar em contato com o presidente do BNDES para acordar os ajustes finais desta nova possibilidade de contratação de recursos de Pronaf Custeio. O presidente ressaltou a importância do banco nas políticas de inclusão social valorizando a capilaridade das cooperativas de crédito para operar seus recursos.

Expansão De acordo com Ziger, Lula também salientou a necessidade da expansão do cooperativismo de economia solidária nas regiões nordeste, norte e centro-oeste, que contam com menor presença de organizações cooperativistas. “Para tanto, disse não haver problemas em disponibilizar o dobro de recursos para o Coopersol para incentivar a criação de cooperativas nestas regiões”.

A avaliação de quem participou da audiência é de que o presidente mostrou o mesmo entusiasmo do início do governo, defensor da causa do cooperativismo solidário e empenhado em adotar as medidas que forem necessárias para ampliar as ações nesta área. “O MDA foi incumbido para ser o grande interlocutor e a porta de entrada das cooperativas de economia solidária no governo, embora tenha dito também que é necessário uma integração maior entre cooperativas e demais empreendimentos de economia solidária coordenados pela Senaes e outros movimentos solidários do país”, finaliza Ziger.

Carla Coloniese – Assessoria de Comunicação Cre$ol Baser – (46) 3524-1981 (carla@cresol.com.br).

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