Curitiba, PR (19/10/2007) – O projeto da Universidade Federal da Mesorregião Grande Fronteira do Mercosul ou da Universidade Pública e Popular, como passou a ser identificado a partir das mobilizações sociais nos três estados do Sul do Brasil, agora está sendo batizado oficialmente pelos técnicos do Ministério da Educação (MEC) de Universidade Federal Rural Fronteira Sul. “O nome é o de menos, queremos que a instituição pública de ensino superior seja implantada de fato e que seu projeto contemple as aspirações dos movimentos sociais, os critérios que vêm sendo definidos em diversas negociações com o governo federal desde 2003 e que atenda às demandas regionais de desenvolvimento econômico e social”, afirma o coordenador do Movimento Pró-Universidade Pública e Popular, José Tadeu Leal Peixoto. “No entanto, não abrimos mão de que essa instituição funcione como uma universidade no sentido pleno e amplo da palavra, ou seja, que possua cursos nas diversas áreas do conhecimento e não fique restrita apenas aos estudos das Ciências Agrárias”, explica Peixoto.Para mostrar que a expansão do ensino superior é uma das prioridades do governo do Presidente Lula, o MEC convocou uma reunião do Grupo de Trabalho (GT) de elaboração do projeto da futura universidade para terça-feira que vem (dia 23/10) em Brasília. Participam do GT representantes das organizações sociais da mesorregião, de ONGs ligadas ao segmento da agricultura familiar, entidades camponesas, lideranças políticas dos três estados e técnicos do governo federal. O Movimento Pró-Universidade Pública e Popular defende, ainda, a instalação de campus da nova universidade federal nos três Estados do Sul, especialmente no Norte e Noroeste do Rio Grande do Sul, no Oeste Catarinense e nas regiões Sudoeste e Centro-Oeste do Paraná, que é toda a extensão da área compreendida como território da mesorregião Grande Fronteira do Mercosul. E são justamente o traçado desse desenho mais completo da nova universidade e a montagem de um cronograma de trabalhos, que defina prazos e metas, os principais objetivos da reunião do GT na próxima semana. Quem participa dessa reunião pelo Paraná são o educador popular Jaci Poli, da Assesoar – Associação de Estudos, Orientação e Assistência Rural, com sede em Francisco Beltrão, representando as entidades da agricultura familiar, e o integrante da coordenação nacional de formação do MST, Elemar Cezimbra, pela Via Campesina. A reunião está marcada para começar às 14h30 no Ministério da Educação. Jornalista: Thea Tavares (MTb 3207-PR)