Curitiba, PR (22/08/2007) – Nesta terça-feira, o Secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento (SEAB), Valter Bianchini, e o chefe do Deagro, Almir Gnoatto, fizeram uma visita à Assembléia Legislativa. Os dois estiveram reunidos com deputados da base aliada do governo e conversaram sobre o Programa Trator, Implementos e Equipamentos Solidários, lançado no mês passado e que vem despertando a atenção e a curiosidade de muitos produtores familiares no interior. A idéia é de incentivar que os agricultores familiares, de forma organizada, possam comprar máquinas e implementos agrícolas para incrementar a renda nas comunidades do interior. A meta da Seab é oportunizar a aquisição de quatro mil tratores em quatro anos, por meio de financiamentos junto ao Pronaf ou à Agência de Fomento do Paraná, com preços baseados em equivalência-produto. As taxas de juros para essa linha de crédito variam de 2% a 5% ao ano, com prazo de 10 anos para quitação e 24 meses de carência. Preços vantajosos – Num primeiro edital de leilão, do dia 16 de agosto de 2007, o governo estabeleceu tetos de preços que o agricultor irá pagar pela compra de tratores 50 e 75 cv. Com o edital, foi percebida uma redução média de 23 a 35% em relação aos valores de mercado. Um trator de 50 cv, vendido a R$ 52 mil no mercado, foi ofertado nesse pregão presencial por R$ 40.100,00. Já um trator de 75 cv, comercializado a R$ 72 mil, foi ofertado a R$ 47.250,00. Em um segundo momento, ocorrerão pregões presenciais para aquisição de implementos agrícolas, micro-tratores e micro-cultivadores. Na terceira fase de pregões, será a vez de facilitar a compra de equipamentos para o desenvolvimento da bovinocultura de leite (refriadores, ordenhadeiras e ensiladeiras, entre outras) no estado. “Grupos de agricultores familiares pagarão até 300 sacas de milho ao ano por parcela financiada de um trator 50 cv ou em torno de 470 sacas de milho ao ano por parcela de um trator 75 cv”, afirma Gnoatto. “Com a equivalência-milho, nosso objetivo é garantir a estabilidade da parcela ao agricultor familiar na hora do pagamento. Se o preço do milho cair, o governo do Estado, através do Fundo de Equivalência-Milho, que foi aprovado recentemente na Assembléia Legislativa, vai arcar com a diferença de valor em relação ao preço mínimo do produto”, conclui. O Fundo de Aval também poderá ser mais um parceiro dos agricultores familiares nesse programa. Nos projetos coletivos, em que não haja a garantia de pagamento por parte de comunidades mais carentes do interior, em regiões onde o incentivo seja necessário para garantir a inclusão das famílias mais empobrecidas, ele deverá ser um garantidor das operações financeiras. A deputada estadual Luciana Rafagnin (PT), vê com bons olhos essa medida. “É uma questão de minimizar as diferenças regionais e favorecer a geração de renda e de oportunidades em todos os cantos do Estado”, disse. Jornalista: Thea Tavares (MTb 3207-PR)