“De tempos em tempos, volta à pauta o tema do metrô em Curitiba como alternativa aos problemas de trânsito. Mas em vez disso ser seriamente debatido com a população, o que se vê é um vai-e-vem casuístico da discussão, acompanhando o calendário eleitoral. Isso não se faz! É gerar e frustrar expectativas nas pessoas. Na semana passada, a Justiça suspendeu temporariamente a licitação aberta pela Prefeitura de Curitiba para contratação da empresa que faria o projeto de engenharia da obra. E não é a primeira vez que isso acontece, porque o processo está sendo conduzido de forma irresponsável, com o objetivo de ganhar tempo e mostrar resultados imediatos a fim de influenciar o voto dos eleitores curitibanos. O governo federal quer ajudar a resolver os problemas de trânsito em Curitiba e, na gestão passada, já havia destinado cinco milhões de reais para o projeto do metrô. Agora, para realizar essa nova proposta, a prefeitura está solicitando mais dois milhões de reais do governo federal. Acontece que tal obra precisa ser fruto de um planejamento sério e com visão de futuro sobre as diversas políticas de mobilidade urbana e acessibilidade. É uma pena que, mais uma vez, o dinheiro público seja desperdiçado com planos que nem sequer chegam a sair do papel”. Gleisi Hoffmann