Presidente da CUT reconhece a nova entidade como representante da agricultura familiar no país Da Assessoria de Imprensa da Fetraf-Brasil/CUT, em Brasília-DF
Presidente da CUT reconhece a nova entidade como representante da agricultura familiar no país Da Assessoria de Imprensa da Fetraf-Brasil/CUT, em Brasília-DF
Embalada pelo resgate histórico do sindicalismo rural contado e encenado por jovens agricultores e com a determinação de 1.200 delegados de todo país que sustentavam uma bandeira de 200 metros quadrados, foi criada na tarde desta quarta-feira, 23,em Luziânia, Goiás, a FETRAF-BRASIL/CUT – a Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Brasil. Uma federação que nasce forte, representando 750 mil famílias de pequenos agricultores familiares que lutam por um pedaço de terra, produzem, industrializam, disputam mercados e novos espaços, que já estão organizados em 11 estados e se organizando em outros 11.
Elisângela Araújo, uma das coordenadoras do congresso de fundação da FETRAF-BRASIL, comemorou: “Nossa entidade é um instrumento que nasce com o compromisso do novo, em busca de uma política de desenvolvimento para o país que faça com que a juventude do campo tenha orgulho de ser rural, de permanecer no campo com todas as condições – saúde, educação e emprego.”
Num clima de muita alegria e determinação, o coordenador geral da Fetraf-Sul, Altemir Tortelli, resumiu, como será o trabalho da nova entidade: “Nós estamos comprometidos com a agricultura familiar. Vamos buscar os agricultores familiares em todos os recantos do país. A Fetraf-Brasil/CUT vai estar onde houver um agricultor familiar com terra ou sem terra. E esse será um dos nossos grandes desafios: firmar uma parceria forte entre o agricultor familiar que tem terra e aquele que ainda luta por ela.”
Aproveitando a presença do presidente da CUT, João Felício, Tortelli avisou que a Central Única dos Trabalhadores deve se preparar para ter uma só confederação da agricultura familiar na entidade. Hoje, tanto a Contag, quanto a Fetraf, são filiadas à CUT. João Felício disse que o sonho da CUT era reunir os agricultores numa única federação: “esse sonho não se consolidou, mas seria um erro histórico se a CUT não apoiasse a criação da FETRAF-BRASIL. Sejam bem vindos à CUT. Vocês fazem parte da nossa história.”
No segundo dia do I Congresso Nacional da Agricultura Familiar, os agricultores também fizeram um amplo debate sobre a trajetória do construção do sindicalismo no país, erros e acertos. Estão determinados a buscar e praticar um novo modelo de sindicalismo, que represente e lute, de fato, pela agricultura familiar. “Não vamos nos acomodar só porque hoje temos mais dinheiro do Pronaf. Vamos continuar reivindicando e pressionando o governo porque ainda temos muito o que mudar. E uma dessas mudanças deve acontecer com o Pronaf. Dinheiro do Pronaf sem assistência técnica vai parar nas multinacionais. Precisamos de uma política de assistência técnica, aliada ao Pronaf, para que os agricultores familiares possam criar suas agroindústrias, para gerar emprego e renda no campo e aumentar a produção de alimentos no país”, concluiu Tortelli.
Assessoria de imprensa do Congresso: Carmensita Corso (61) 9985-5671