Extraído do site da Agência Estadual de Notícias – http://www.agenciadenoticias.pr.gov.br/ Os efeitos nocivos dos produtos transgênicos à saúde acabam de ser demonstrado em nova pesquisa. Desta vez foi na Austrália
Extraído do site da Agência Estadual de Notícias – http://www.agenciadenoticias.pr.gov.br/ Os efeitos nocivos dos produtos transgênicos à saúde acabam de ser demonstrado em nova pesquisa. Desta vez foi na Austrália, onde os cientistas do CSIRO (Commonwealth Scientific and Industrial Research Organization) abandonaram um projeto sobre produção de transgênicos, desenvolvido ao longo de uma década, em seus últimos estágios da pesquisa, após terem constatado que as ervilhas modificadas para resistir a insetos tinham causado uma inflamação nos tecidos dos pulmões de ratos. Os resultados, publicados esta semana no “Journal of Agricultural and Food Chemistry”, indicam que a reação alérgica nos ratos foi desencadeada porque a proteína foi alterada.
A divulgação deste novo experimento sucede a recente pesquisa desenvolvida pela cientista russa, Doutora em Biologia, Irina Ermakova, que demonstrou que ratos fêmeas alimentados com soja transgênica deram à luz ratos com peso muito abaixo do normal ou nasceram mortos.
Os cientistas australianos adicionaram um gene do feijão que pudesse produzir uma proteína nas ervilhas que atacasse as larvas de determinados insetos. Os seres humanos têm comido a proteína natural do feijão por anos. Mas uma equipe na escola de John Curtin, de pesquisa médica, descobriu que quando os ratos foram alimentados com as ervilhas transgênicas sofreram uma reação adversa e seu tecido de pulmão ficou inflamado.
Na Rússia, a doutora em Biologia Irina Ermakova tornou público os resultados da pesquisa liderada por ela no Instituto de Atividades Nervosas e Neurofisiologia da Academia de Ciências Russa (RAS). Essa é a primeira pesquisa que determina claramente a dependência entre ingerir soja geneticamente modificada e a reação às criaturas vivas.
Testes – Durante o experimento, a Dra. Ermakova adicionou flocos de soja geneticamente modificadas aos alimentos de ratos fêmeas duas semanas antes da gestação, durante a gestação e enfermagem. No grupo de controle havia ratos fêmeas que não tinham se alimentado com comidas geneticamente modificadas. O experimento foi formado com três grupos de três ratos fêmeas: o primeiro era o grupo controle, o segundo era o grupo com adição de soja transgênica e o terceiro grupo com a adição de soja tradicional. Os cientistas contaram o número de ratos fêmeas que deram à luz a ratos com vida e os nascidos mortos.
De acordo com os resultados da pesquisa, o alto nível de anormalidade e morte posterior ao parto foi detectado a partir das fêmeas que foram alimentadas com adição de soja transgênica à comida. E 36% dos ratos nascidos vivos estavam abaixo do peso, ou seja, com menos de 20 gramas, o que mostra uma evidente baixa condição.
“As estruturas de morfologia e bioquímica dos ratos são muito similares as dos seres humanos e isso faz com que esses resultados nos preocupem muito”, disse Irina Ermakowa ao escritório de imprensa NAGS. De acordo com o vice-presidente da NAGS, Aleksey Kulikov, a informação recebida pela Dra. Ermakova confirma a necessidade de testes em grande escala de produtos transgênicos influenciando outras criaturas.
*** Fonte: Agência Estadual de Notícias do Governo do Estado do Paraná (http://www.agenciadenoticias.pr.gov.br/modules/manchetes/article.php?storyid=1026) Com base em informações do site da GMWATCH (http://www.gmwatch.org/)