O jornalista Mário Milani enviou esta imagem e a sua argumentação a respeito das relações entre Brasil e Bolívia, mais especificamente sobre a atuação do governo brasileiro no caso do gasoduto boliviano e o controle estatal de setores estratégicos
(O jornalista Mário Milani enviou esta imagem e a sua argumentação a respeito das relações entre Brasil e Bolívia, mais especificamente sobre a atuação do governo brasileiro no caso do gasoduto boliviano e o controle estatal de setores estratégicos da economia do país vizinho. O tema é motivo de exaustiva polêmica na imprensa brasileira. Veja a opinião do editor da revista Bem Público).” O Alckmin pede uma postura firme, até mais radical, no caso da Bolívia. O que o Tucano recomenda? Olhe o MAPA por onde passa o GASODUTO boliviano. Creio ser a melhor argumentação para o presidente Lula no conflito com a Bolívia. É só mostrar o mapa. (O tema deve vir à tona nos próximos debates). Imagine você se o Presidente não tivesse uma postura ponderada e equilibrada no caso. Seria um desastre para a INDÚSTRIA brasileira. Quem fala contra a posição “frouxa” do presidente Lula – a maioria da CLASSE MÉDIA, não tem a informação de que parque industrial do sul do BRASIL é movido a gás boliviano, COMPRADO a preço baixo em relação ao mercado mundial. Se o Presidente tomasse uma posição radical contra EVO MORALES, quais seriam as conseqüências para o Brasil? Sobre o Gasoduto O Gasoduto Brasil-Bolívia, também conhecido como Gasbol, é uma via de transporte de gás natural entre a Bolívia e o Brasil, com 3.150 quilômetros de extensão, sendo 2.593 em território brasileiro e 557 em território boliviano. Começou a ser construído em 1997, iniciando sua operação em 1999. Estima-se que estará plenamente operativo em 2010, com o objetivo de que o gás natural chegue a 15% de todo o consumo energético brasileiro. O gasoduto tem seu início na cidade boliviana de Santa Cruz de la Sierra e seu fim na cidade gaúcha de Porto Alegre, atravessando também os estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, passando por cerca quatro mil propriedades em 135 municípios. Em São Paulo, o traçado acompanha o rio Tietê, chegando a Campinas, onde se encontram as indústrias que, em 1999, foram as empresas pioneiras na utilização do gás natural boliviano. O trajeto é estratégico, pois passa por uma área responsável por 71% do consumo energético brasileiro, 82% da produção industrial do país e 75% do PIB”. Mário Milani Acesse Bem Público na Internet: http://www.bempublico.com.br/