O Partido dos Trabalhadores do Paraná oficializou a candidatura de Flávio Arns ao governo e Gleisi Hoffmann ao senado, durante sua convenção, em Curitiba, na manhã deste domingo, 25. O evento teve a participação de lideranças de outros partidos

Em evento com mais de mil militantes, partido lança candidaturas ao Governo do Estado e ao Senado da República

O Partido dos Trabalhadores do Paraná oficializou a candidatura de Flávio Arns ao governo e Gleisi Hoffmann ao senado, durante sua convenção, em Curitiba, na manhã deste domingo, 25. O evento teve a participação de lideranças de outros partidos, como PL, PC do B e PRB. Mais de mil militantes petistas de várias regiões do estado compareceram e lotaram o Clube Literário. O público superou as expectativas do partido com uma grande demonstração de unidade partidária. “O partido demonstra hoje que está unido e forte para concorrer as eleições desse ano. As alianças partidárias até agora serão fundamentais rumo ao caminho da vitória”, afirma Flávio Arns, candidato a governador. Participaram da convenção o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, os deputados federais, estaduais, prefeitos e vices, vereadores e lideranças regionais.

Para o candidato ao governo Flávio Arns, o Paraná precisa avançar na conquista de bons indicadores econômicos e concentrar esforços para reproduzir o desempenho positivo também na área social. Segundo dados recentes do IPEA, o Paraná é o estado de maior desigualdade de renda na região sul do Brasil, com o menor IDH entre os três estados e com 70% dos municípios paranaenses apresentando o índice abaixo da média brasileira. “O projeto de desenvolvimento do Paraná deve viabilizar o crescimento sustentável e solidário, com distribuição de renda e geração de empregos”, disse.

Arns também afirmou que o diferencial da campanha petista no Paraná será o diálogo com a sociedade. “Tudo deve ser feito a favor das pessoas. Queremos escutar e valorizar o que os movimentos sociais têm a dizer sobre os desafios que temos que enfrentar”, pontuou. Segundo Arns, o diálogo e a co-responsabilidade deverão ser as marcas do governo do PT. “A discussão conjunta entre o Estado e a sociedade é fundamental para a busca de soluções”, ressaltou.

Ele quer debater em conjunto com a sociedade as propostas para enfrentar os desafios de um Paraná que tenha o cidadão no centro das discussões políticas “Todos nós queremos um Paraná diferente, que seja economicamente desenvolvido e socialmente justo. Precisamos unir forças para transformar o Paraná no estado que queremos”, concluiu.

Vice O vice de Arns será o ex-prefeito de Guarapuava, Vitor Hugo Burko, do PL, que teve a aprovação dos delegados petistas presentes. Durante o encontro, foi apresentada a chapa de candidatos estaduais e federais que foram aprovados por unanimidade. Para o presidente da legenda no estado do Paraná, deputado André Vargas, “a coligação com estes partidos trará a vitória em outubro, com a eleição de Flávio Arns e Gleisi Hoffmann”.

Senado As principais propostas da candidata do PT ao senado, Gleisi Hoffmann, contemplam o diálogo com todas as lideranças, independente de partido, a maior participação da mulher na política e ainda a ampliação dos programas econômicos e sociais do governo Lula.

Gleisi Hoffmann propõe intensificar a principal função de senador de mediação e diálogo, independente de partido político, para fortalecer os interesses do estado. É nesse sentido que Gleisi Hoffmann quer renovar a atuação do senado. Para a candidata, é necessária maior coesão entre as lideranças do Paraná no senado. “A atuação dos representantes paranaenses deve ser no sentido de unir forças e dialogar para melhor desenvolver o estado”, argumenta.

O Paraná é o quinto estado mais rico do Brasil, porém seu IDH é o pior do sul do país. A proposta de Gleisi Hoffmann é reforçar outra função do senador, a de co-administrador da nação, para melhorar os índices econômicos e sociais do Paraná. Outra meta é diversificar a economia do estado, ainda muito focada na produção agrícola, sem deixar de ampliar essa.

Em toda a história política do Paraná, nunca houve uma senadora para representar o estado. No Senado, das 81 cadeiras, apenas 10 são ocupadas por mulher. A população brasileira é constituída em 53% por mulheres, no entanto, a representação ainda é ínfima. O objetivo da candidata do PT ao senado é trazer os valores femininos de responsabilidade, sensibilidade, honestidade para a vida pública.

A candidata é ainda uma defensora dos programas econômicos e sociais do governo Lula. Gleisi destaca como fundamentais programas como o “Bolsa Família” que tem reduzido a pobreza e a desigualdade social do país. Outra meta cumprida pelo governo, segundo a candidata, é o aumento da renda nas classes mais baixas. A política econômica trouxe grandes avanços para o país, como redução de impostos para setores estratégicos para a nação, por exemplo o da construção civil, o aumento de empregos formais, a quitação da dívida com o FMI.

Atuação política Em mais de 20 anos de atuação política, essa é a primeira vez que Gleisi concorre a um cargo público. Sua candidatura, já logo ao senado, é fruto de sua experiência acumulada nesse período. A formação intelectual voltada para a gestão financeira e pública, as políticas para mulheres são fatores determinantes de sua candidatura.

Gleisi Hoffmann é formada em Direito pelas Faculdades Curitiba e pós-graduada em Administração Financeira e Gestão de Organizações Públicas. Atuou na Câmara de Vereadores de Curitiba, no Congresso Nacional, na prefeitura de Londrina e no estado do Mato Grosso do Sul. Também fez parte da equipe de transição do governo Lula, em Brasília. Seu último cargo foi o de diretora financeira da Itaipu Binacional. Gleisi foi a primeira mulher, em 30 anos de história da empresa, a ocupar um cargo de chefia.

Atua na política desde o ensino médio, no colégio Medianeira. Nesse período foi presidente da União dos Estudantes Secundaristas de Curitiba e integrante da direção da UBES. Foi Filiada ao PcdoB e desde 1989, integra o Partido dos Trabalhadores.

A função que o Senado da República tem que cumprir é uma das preocupações de Gleisi Hoffmann. Ela quer conversar com a população sobre isto. Em seu discurso, a candidata ao senado aborda que “os critérios utilizados não consideram posições políticas, vontades pessoais, garantias personalistas. Eles ultrapassam a figura do governante. São critérios para o presente e para o futuro, a despeito de quem venha depois, porque são construídos de forma democrática, participativa, levando em consideração o histórico de conquistas e direitos já construído pela sociedade” argumenta.

*** Fonte: PT-PR (www.pt-pr.org.br)

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