Olá,
Na próxima terça-feira, nós comemoraremos o Dia Mundial do Meio Ambiente. Você sabia que são 35 anos de comemoração dessa data? Em 1972, para marcar a abertura de uma Conferência Internacional sobre Meio Ambiente Humano, na cidade de Estocolmo, na Suécia, a Assembléia Geral das Nações Unidas, instituiu o dia 5 de junho como o Dia Mundial do Meio Ambiente.
De lá pra cá, muita coisa mudou no nosso modo de vida e na nossa relação com a natureza. Infelizmente, o avanço nas políticas ambientais e a conscientização só foram crescendo à medida em que os estragos causados ao Planeta foram evoluindo e a degradação dos recursos naturais, aumentando de forma acelerada.
Muitos países ricos, como os Estados Unidos, ainda se negam a assinar O Protocolo de Kyoto, que é um tratado internacional para diminuir a emissão de gases poluentes na natureza, os gases que provocam o chamado “efeito estufa”. O nome do tratado se deve ao fato dele ter sido assinado na cidade de Kyoto, no Japão, há dez anos atrás.
O compromisso dos países que assinaram o Protocolo de Kyoto é o de reduzir em 5,2%, até o ano de 2012, a emissão de poluentes, como o gás carbônico e o metano, dois dos elementos químicos responsáveis pelo aquecimento global. E por falar nisso, este é um tema cada vez mais presente nas discussões sobre políticas ambientais. O que era uma projeção catastrófica há alguns anos, hoje, é uma realidade e já passa da hora de se mover no sentido de reverter essa situação.
Esta semana, o pesquisador da Universidade Federal do Paraná, Paulo Mayer, visitou a deputada estadual Luciana Rafagnin (PT) na Assembléia Legislativa e conversou com ela justamente sobre o tema do aquecimento global. Segundo ele, o efeito das mudanças climáticas na agricultura da região Sul do Brasil gira em torno da falta de água e da mudança de culturas de clima frio, para cultivos próprios de regiões tropicais e de clima quente. É o caso de quem lida com pastagem de inverno, com raças animais européias e com a produção de frutas temperadas. A falta de chuvas e de umidade afetará também a produção de grãos e ele cita como exemplo a floração do milho, que coincide com a época das chuvas.
Aos agricultores, ele orienta a cuidar e proteger as fontes de água existentes na propriedade, também a recompor as matas ciliares e preservar reservas legais. É o seguinte: ou se cuida agora de preservar os recursos que nós temos, ou não adianta chorar depois sobre o leite derramado. Porque o aquecimento global inviabiliza a produção de alimentos da forma como é praticada hoje.
Mas nem tudo está perdido. O pesquisador da Universidade diz que a agricultura familiar de base ecológica, diversificada e a agroecologia têm mais chances de se adaptar aos novos tempos e tendem a sofrer menos com as mudanças no clima e com o aquecimento global.
Na semana do meio ambiente, o ideal é que cada um, no campo ou nas cidades, possa buscar informações e avaliar de que forma pode dar sua contribuição para preservar os recursos naturais, diminuir a poluição e cuidar mais da vida no Planeta.
Um bom final de semana pra você!
Thea Tavares, de Curitiba.