Na semana em que se comemora do Dia Mundial Sem Tabaco, a Delegacia Federal do Desenvolvimento Agrário no Estado do Paraná (DFDA-PR) promove uma reunião de articulação institucional para a diversificação produtiva em áreas cultivadas com tabaco
Da Assessoria de Comunicação da Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA)
Brasília, 1.º de junho de 2006Na semana em que se comemora do Dia Mundial Sem Tabaco, a Delegacia Federal do Desenvolvimento Agrário no Estado do Paraná (DFDA-PR) promove uma reunião de articulação institucional para a diversificação produtiva em áreas cultivadas com tabaco, nesta sexta-feira (2), na Associação dos Municípios do Centro-Sul do Paraná (AMCESPAR), na cidade de Irati (PR). O encontro é voltado para técnicos e lideranças de organizações governamentais e não-governamentais ligadas à agricultura familiar das áreas produtoras de fumo no estado como Emater, Iapar, Embrapa, prefeituras, federações, sindicatos, entre outros. O secretário de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA), Valter Bianchini, participa da reunião abordando as estratégias do Ministério para atender a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, como o Programa de Apoio à Diversificação Produtiva das Áreas Cultivadas com Fumo. O Programa é estruturado em quatro eixos: financiamento, acesso à tecnologia, agregação de valor à produção local e garantia de comercialização. Segundo Bianchini, a articulação entre o Ministério e as instituições públicas e privadas de prestação de serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) possibilitará, por meio de parcerias e acordos, a pesquisa agropecuária e assistência técnica. “Devemos alocar cerca de R$ 1 milhão no território do Centro-Sul do Paraná”, diz Bianchini. O secretário explica que a mesma ação também acontece em territórios escolhidos em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, outros dois estados com grande número de fumicultores. De acordo com o secretário, os agricultores fumicultores poderão ter a compra de seus novos produtos garantida pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), de forma a obterem sua inserção paulatina e sustentável no mercado. “Estamos apresentando um conjunto de iniciativas e, por meio do PAA, vamos apoiar aqueles agricultores que voluntariamente busquem a diversificação de sua produção”, diz. De acordo com Bianchini, a região Sul concentra a maior parte da produção brasileira de fumo, cerca de 96%, que em quase sua totalidade é composta por agricultores familiares. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) revelam que o fumo é cultivado em 682 municípios da região. Na safra 2004/05, a área utilizada para o cultivo de fumo no Sul foi de 446 mil hectares, um aumento de 8,5% em relação à safra 2003/04. “Por isso, o MDA se preocupa com esta situação e inicia nos estados, a partir de alguns territórios selecionados, uma ação de incentivo à diversificação dos sistemas produtivos para que, ao longo do tempo, estes agricultores possam optar pela diversificação ou por outro sistema diferente do tabaco”, ressalta. Durante a reunião, o secretário da SAF/MDA assina convênio entre Ministério, Emater, Iapar e Embrapa para incentivar a produção da uva rústica na região. Segundo Bianchini, esta pode ser uma das alternativas para a diversificação, por ter um bom rendimento por unidade de área na produção do vinho colonial e do suco, utilizando uma pequena área de produção, assim como ocorre com o fumo. Crescimento da produção A produção de fumo no Brasil vem aumentando nos últimos anos, tornando o País o segundo maior produtor mundial do produto, atingindo na safra 2004/2005 um volume de 757.075 toneladas. O aumento na produção está diretamente ligado às mudanças ocorridas no mercado externo, principalmente em virtude da redução da produção em alguns países. A qualidade do fumo brasileiro e a capacidade de atendimento do mercado externo contribuíram para o aumento da participação do Brasil no mercado mundial do tabaco. Cerca de 85% da produção brasileira de tabaco é exportada. Por trás desta realidade, está o trabalho de 200 mil famílias de agricultores familiares. Em novembro de 2005, o Brasil ratificou oficialmente, na Organização Mundial de Saúde (OMS), a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco. Outros 99 países já fizeram o mesmo. Entre eles, a China, maior produtor mundial de tabaco. Assessoria de Comunicação Social MDA/Incra Jornalista responsável: Ana Lúcia Ribeiro da Silva (Mtb 6193/0268) (61) 3411.7689 / 7697 / 7160 – FAX (61) 326.3583 e-mail: comunicacaosocial@mda.gov.br Assessoria de Comunicação Social da Secretaria de Agricultura Familiar-Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA) Contatos: Luiz Carlos Baeta Neves/ Palova Brito 2191-9787 e 2191 -9953 8449-1989/9100-7217 FAX (61) 328-8953 e-mail: luiz.baeta@mda.gov.br/ palova.brito@mda.gov.br