Da assessoria de imprensa do MST-PR De 01 a 07 de fevereiro, cerca de 40 estudantes universitários fizeram estágio de vivência em acampamentos e assentamentos do MST, na região Sudoeste do Paraná

Da assessoria de imprensa do MST-PR De 01 a 07 de fevereiro, cerca de 40 estudantes universitários fizeram estágio de vivência em acampamentos e assentamentos do MST, na região Sudoeste do Paraná.

Durante sete dias, os universitários vivenciaram a realidade das famílias sem-terra que vivem em assentamentos e acampamentos. O estágio tem caráter interdisciplinar e reuniu estudantes de vários cursos. A organização ficou por conta do Núcleo de Apoio à Reforma Agrária – Nara, da Universidade Federal do Paraná–UFPR.

Segundo Cristiane Coradin, estudante de Agronomia da UFPR, o objetivo do estágio é proporcionar aos estudantes o conhecimento da realidade dos sem-terra, e sensibilizar para a questão social. “A intenção é de que eles possam vivenciar a realidade e se inserirem na rotina das famílias”, destaca.

Participaram estudandes da UFPR, do Centro Federal de Educação do Paraná-CEFET de Pato Branco, da Universidade do Estado de Santa Catarina – Uninesc, da Federação Argentina dos Estudantes de Agronomia, da Argentina e alguns do Chile.

Este ano, o estágio foi realizado em quatro áreas, três assentamentos e um acampamento. Um dos assentamentos é do Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB, e os demais do MST, localizados nos municípios de Honório Serpa e Mangueirinha.

Funcionamento A proposta do estágio de vivência surgiu no movimento estudantil. Começou a ser organizada a partir da década de 1990, pela Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (Feab) e outros cursos. “Hoje, a atividade atingiu uma dimensão nacional, sendo organizada por várias escolas do país juntamente com os movimentos sociais”, afirma Ceres Hadich, estudante de agronomia da UFPR.

A atividade é dividida em três fases: a de preparação, com estudos sobre o funcionamento da sociedade e a questão agrária. A de vivência, com os trabalhadores em acampamentos e assentamentos e a de avaliação do estágio.

O estágio de vivência ocorre uma vez por ano, geralmente no início, durante as férias escolares. Este foi o primeiro com caráter estadual e o sexto organizado pelos membros do Nara da UFPR. Resultados

A proposta é de que a vivência com os trabalhadores dê frutos e os estudantes se sensibilizem com a questão social. “A idéia é que, depois, os universitários desenvolvam projetos de extensão e continuem trabalhando com os movimentos sociais. Para que, ao sair da Universidade, eles sejam profissionais com compromisso social”, conclui Ceres.

Jornalista: Solange Engelmann

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COMENTÁRIO:

“Necessitamos de profissionais sensíveis aos problemas que afligem os trabalhadores”.

(Adilson – simoesdecastro@yahoo.com.br).

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