Nesta sua segunda visita oficial a Cuba, iniciada ontem, o presidente Lula deve anunciar cerca de US$ 1 bilhão em financiamentos brasileiros para setores estratégicos cubanos, como construção de rodovias, empreendimentos hoteleiros, produção de medicamentos e vacinas e importação de alimentos. A Petrobras estuda investimentos na setor de petróleo – como a possibilidade de prospectar no golfo do México em associação com a estatal cubana de petróleo – além da construção de uma fábrica de lubrificantes.

Politicamente sempre tivemos excelentes relações com Cuba, mas eu sempre achei que, na parte econômica, poderíamos melhorá-las. E, eu vejo essa visita do presidente brasileiro à Havana como um bom, acertado e importante passo nesse sentido.

O Brasil tem que se integrar a economia global. Já desenvolve toda uma estratégia nesse sentido, mas ácertadamente, como faz o governo, tem que se integrar antes no seu espaço geopolítico, natural, geográfico e cultural que são as Américas do Sul, Central, enfim, a América Latina.

Este ponto, além de ser fundamental para a nossa presença no cenário das relações mundiais, nos aproxima cada vez mais de um mercado, o latino-americano, do tamanho do nosso mercado interno. Para mim tem extrema e igual importância, a dimensão política e economica desta integração, o fortalecimento das relações com Cuba e com os demais parceiros continentais.

Sejam estes vizinhos ou não, essa aproximação possibilita, além da integração energética e de infra-estrutura da América do Sul, o crescimento do comercio e dos investimentos mútuos em nossos paises, sem contar qaue ganhamos, também, maiores e melhores condições de construir instituições políticas, sociais e culturais entre nossos paises, a exemplo do caminho percorrido pela União Européia em sua integração.

Esta ação externa do Lula se completa e terá um coroamento positivo, com as relações que estabelecemos com parceiros especiais em outras partes do mundo. Com a África, como um todo, e com a África do Sul, Rússia, Índia e China – somos os chamados BRICs – o Brasil estabeleceu laços que dão a esse conjunto de paises peso e liderança nas negociações internacionais

Esta e outras viagens do presidente buscam, portanto, estreitar uma integração já existente, porque a presença do Brasil no mundo, hoje, é um fato incontestável – não só via liderança do Lula, mas também através do nosso empresariado, da economia e cultura, da nossa ação no G-20, no G-3, na OMC, na ONU – ainda que sem uma cadeira no Conselho de Segurança – e nos demais organismos internacionais.

Nosso papel de mediação na América do Sul e em todos esses foros amplia as condições da defesa intransigente que fazemos do pluralismo e de reformas democráticas.

Fonte: http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=blogsection&id=11&Itemid=37

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *